Morte de bailarina de Maringá completa um mês sem ninguém ser preso

Polícia Civil espera resultados de materiais genéticos para identificar os responsáveis pela morte de Maria Glória Poltronieri Borges. Maria Glória foi encontrada morta perto de uma cachoeira em Mandaguari.

Família de Maria Glória espera que resultados dos exames indiquem suspeitos do crime — Foto: Arquivo pessoal/Maurício Borges

Por RPC Maringá

Há um mês, a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges foi encontrada morta na área rural de Mandaguari, no norte do Paraná. Nesse período, a Polícia Civil ouviu mais de 50 pessoas, entre testemunhas e suspeitos. No entanto, até esta quarta-feira (26), ninguém foi preso, os suspeitos do crime ainda não foram identificados.

“É difícil retomar a vida, é difícil planejar a vida para frente. Tem sido um esforço diário de levantar e seguir em frente”, diz Maurício Borges, pai de Maria Glória.

A bailarina morava em Maringá e no dia 25 de janeiro acampou sozinha em uma chácara para aproveitar a natureza. O corpo de Maria Glória foi encontrado no dia 26 de janeiro, perto de uma cachoeira.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou violência sexual e estrangulamento como causa da morte. Do corpo da bailarina maringaense foram coletas amostras de material genético. Para a polícia, essas podem ser as principais pistas para descobrir quem matou Maria Glória.

A expectativa é pelos resultados dos exames destas amostras que são analisadas por laboratório em Curitiba.

“Torço para que no máximo na primeira quinzena de março teremos o resultado. Acredito que o IML dará prioridade, vai se dedicar a esse caso, e vamos conseguir chegar a uma conclusão”, afirmou o delegado Zoroastro Nery do Prado.

Recentemente, os investigadores ouviram um homem suspeito do crime. Esse suspeito teve material genético coletado para realização de exame.

“Essa pessoa já forneceu material e essa amostra foi encaminhada ao IML. Aguardamos o resultado deste exame para definirmos a autoria deste crime”, enfatizou o delegado.

Maria Glória era uma jovem atuante na área cultural. A morte dela repercutiu em várias cidades em protestos pedindo o fim da violência contra a mulher.

“Ela tinha a visão do que fazer para uma sociedade melhor. Tentando diminuir as diferenças, tentando acolher aquelas pessoas que mais precisavam. Esse exemplo dela foi o que mais motivou as pessoas a estarem unidas neste movimento”, analisa Mauricio Borges.

“Tenho esperança que esses assassinos possam ser pegos”, concluiu o pai de Maria Glória.

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Maria Glória foi morta há um mês no Paraná — Foto: Reprodução/RPC