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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

UEL, UEM e UEPG comemoram 50 anos e 200 mil formados


Universidades de Londrina, Maringá e Ponta Grossa comemoram 50 anos. Foto: Jaelson Lucas/AEN

As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG) comemoram nesta quarta-feira, 6 de novembro, 50 anos de existência. O trabalho de professores, estudantes e agentes universitários ajudaram a classificar as três instituições como referência no Brasil e no exterior, em ensino, pesquisa e extensão.


“Essas três universidades tiveram um papel crucial no desenvolvimento econômico e social do Estado do Paraná, nestas cinco décadas. São instituições que possuem excelência no ensino, pesquisa e na interação com os diversos municípios por meio da prestação de serviços”, destacou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

HISTÓRICO – A UEL, UEM e UEPG foram criadas em 6 de novembro de 1969 pela Lei Estadual nº 6.034, sancionada pelo então governador Paulo Pimentel. As instituições nasceram da incorporação de faculdades estaduais que já existiam e que funcionavam isoladamente.

RECONHECIMENTO - Mesmo sendo consideradas instituições jovens, as três universidades são referência na formação de profissionais e desenvolvimento de pesquisas. Além disso, ofertam diversos serviços aos municípios paranaenses, contribuindo para o desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida.

Com cerca de 90% dos professores com títulos de mestre ou doutor, as universidades mantêm um bom desempenho em diversos processos de avaliação, nacionais e internacionais.

Em uma das avaliações mais importantes aplicadas pelo Ministério da Educação, as três universidades ganharam destaque em 19 cursos no ano de 2019. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação (ingressantes e concluintes), e é fundamental para elencar quais são as melhores instituições de ensino superior do país.

PÓS-GRADUAÇÃO - Nos cursos de pós-graduação a UEL, UEM e a UEPG também estão entre as melhores. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avalia os cursos de pós-graduação por meio do Índice Geral de Cursos (IGC), posicionou as três universidades como conceito 4, numa escala que vai no máximo até 5, levando em consideração a qualidade de ensino e a distribuição dos estudantes entre cursos de graduação e pós-graduação.

Elas também estão entre as mais inovadoras do Brasil, segundo o Ranking Universitário da Folha de São Paulo (RUF) e entre as melhores da América Latina em critérios de reputação acadêmica, empregabilidade, proporção professor/estudante, qualificação docente, citações por artigo e internacionalização, segundo a consultoria britânica QS World Universitty Rankings.

PESQUISA – A produção acadêmica das três universidades é um dos pilares para que o Paraná esteja classificado entre os estados brasileiros que mais produzem ciência e inovação, colaborando para elevar a produção científica do país. São cerca de 2.600 projetos de pesquisa desenvolvidos por professores e alunos nas universidades, apresentando soluções para demandas estaduais e áreas estratégicas.

O impacto desta produção acadêmica foi evidenciado no último relatório “Research in Brazil”, produzido pela equipe de analistas da Clarivate Analytics para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Em 2016 o Paraná ficou classificado na quinta posição brasileira do setor, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

SETOR PRODUTIVO – Outra ação importante desenvolvida pelas universidades estaduais em conjunto com o setor produtivo é a atividade executada pelas Agências e Núcleos de Inovação (NITS).

A parceria permite que professores e estudantes possam atuar como aceleradores do desenvolvimento econômico do Estado, propondo soluções inovadoras para os municípios e empresas. Os NITS foram responsáveis por 117 patentes depositadas nos campos tecnológico e social.

Entre os projetos de destaque, está o analisador de parboilização de arroz com imageamento digital, que produz imagens de grãos de arroz, quando iluminados por luz polarizada. O equipamento, criado pela UEL, é útil para empresas de comercialização de arroz e laboratórios de avaliação de produtos alimentícios.

A UEPG recebeu em abril a patente de um biomaterial que tem a finalidade de reparar ou substituir tecidos, órgãos ou funções do organismo. O biomaterial tem aplicação como material de preenchimento ósseo.

Pesquisadores da UEM desenvolveram um biocurativo com propriedades terapêuticas diferenciadas para o tratamento de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Pela flexibilidade no tamanho pode também ser aplicado em superfícies com feridas de diversos tamanhos.

PARA A COMUNIDADE – Por meio dos projetos de extensão as universidades se conectam com a população ofertando serviços e ações gratuitas nas áreas de saúde, educação, agricultura familiar, diversidade, inovação, projetos culturais e sociais. As iniciativas contribuem com a melhoria na qualidade de vida das pessoas e com a formação profissional dos estudantes. As três instituições atendem, juntas, 1 milhão e meio de pessoas no Paraná com cerca de 700 projetos.

O Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), financiado pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, também está presente na UEL, UEM e UEPG com 42 projetos, que desenvolvem ações de extensão, pesquisa e capacitação tecnológica em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Com informações da ANPr