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Se fosse governo de esquerda, caía, diz Celso Rocha de Barros sobre laranjal do PSL





“Se fosse governo de esquerda, caía”, diz o sociólogo Celso Rocha de Barros sobre as denúncias de que o esquema de candidaturas laranjas do PSL, operado pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ajudou a financiar a campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Em sua coluna desta segunda-feira (7) no jornal Folha de S. Paulo, ele destaca que “a crise entre bolsonarismo e lavajatismo deve se acentuar” uma vez que “a Polícia Federal agora mostrou que não vai se deixar intimidar facilmente, e tenta exercer sua autonomia enquanto ainda a tem”.

“Essa será uma boa oportunidade para medir o quanto da aprovação de Bolsonaro ainda é lavajatismo, e o quanto o lavajatismo dos bolsonaristas era só oportunismo. Pois é, também acho que era só sacanagem”, destaca Barros.

“As novas revelações amarram Bolsonaro e o PSL no mesmo barco, ao menos no que se refere ao esforço de parar as investigações. Bolsonaro e o PSL são, mais do que nunca, aliados contra a Polícia Federal e a imprensa livre. Mas talvez essa aliança não exclua um divórcio”, afirma.

“Se o laranjal do PSL tiver movimentado cem vezes mais dinheiro do que foi descoberto até agora, isso não terá metade da importância de Bolsonaro ter declarado que não aceitaria o resultado da eleição, não terá metade da importância dos ataques de Bolsonaro à democracia brasileira desde janeiro”, observa.

“Acho ótimo que nos importemos com o combate à corrupção, mas talvez não fôssemos tão democratas quanto achávamos que éramos”, finaliza.


Fonte: Brasil247