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Brasileiros querem a preservação da Amazônia


Quase 90% dos brasileiros querem a preservação da Amazônia

Bolsonaro utilizou dados dos governos Lula e Dilma para mostrar ‘redução’ do desmatamento.


Pesquisa Ibope contratada pela organização não governamental Avaaz, divulgada nesta quarta-feira, revela que para 88% dos brasileiros, o desmatamento ilegal na floresta amazônica é preocupante. Outros 84% disseram concordar totalmente que preservar a Amazônia é essencial para a identidade do Brasil.

De acordo com Diego Casaes, coordenador de Campanhas do Avaaz, responsável por promover abaixo-assinados online, 89% dos eleitores querem que o Congresso Nacional assuma mais respon-sabilidade para combater o desmatamento ilegal na Amazônia e 90% querem que o presidente Jair Bolsonaro e o Governo Federal aumentem a fiscalização.

No evento, realizado em Brasília com a Frente Parlamentar Ambientalista, a Avaaz também entregou aos parlamentares abaixo-assinado feito pela sua plataforma online com mais de 1,1 milhão de assinaturas pedindo a preservação da Amazônia.

“Se o Brasil não tomar cuidado com o meio ambiente, com as pessoas, também não vai ter mais a quem vender os produtos da agricultura”, disse o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalis-ta, deputado Nilto Tatto (PT-SP).

Em mais uma tentativa de se livrar da responsabilidade pelo aumento desenfreado do desmatamento em seu governo, o presidente Jair Bolsonaro disse também nesta quarta-feira que o aumento de queimadas registrado nos últimos dias na Amazônia podem ser uma reação à suspensão de repasses do governo para organizações não governamentais (ONGs). Ele culpou também os governadores da Região Norte que, segundo ele, são “coniventes” e não resolvem a situação.

Contudo, a revista Época divulgou que Bolsonaro usou dados dos governos Lula e Dilma para rebater críticas sobre desmatamento. Segundo informou a revista, a Secretaria de Relações Exteriores encaminhou aos diplomatas de todos os principais postos brasileiros no exterior uma circular citando que os dados de desmatamento na região Amazônica tiveram “redução significativa, de 27.700 km² em 2004 para 7.500 km² em 2018 (redução de 72%)”. No entanto, o documento não informa que nesse período só houve redução no desmatamento entre 2004 e 2012, durante os dois mandatos de Lula e metade do primeiro de Dilma Rousseff.

Em seu blog, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva defende a declaração de estado de emergência ambiental. “Estamos vivendo um momento de barbárie ambiental no Brasil, promovida pelo governo Bolsonaro. A floresta está sendo queimada por uma mistura de ignorância com interesses truculentos. Declare-se o Brasil em estado de emergência ambiental”, escreveu Marina.