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domingo, 10 de novembro de 2019

“Eu estou de volta”, diz Lula em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos


Lula discursa em São Bernardo do Campo, São Paulo. Em 9 de novembro de 2019.REUTERS/Amanda Perobelli


Vestidos de vermelho, centenas de militantes da esquerda compareceram à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, neste sábado (9) para ouvir o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, um dia após o petista deixar a prisão.

Lula disse que fará um pronunciamento aos brasileiros em 20 dias. Emocionado, contou que está pronto para retomar a luta política. “Eu tenho mais coragem de lutar hoje do que antes”, disse. “Eu estou disposto a percorrer esse país com os dirigentes sindicais”, completou.

“Cá estou eu, livre como um passarinho”, comemorou o petista. “Eu estou de bem com a vida e vou lutar por esse país. Nós já provamos que é possível trabalhar para o povo”, afirmou o ex-presidente.

No mesmo local onde fez o seu último discurso antes de ser preso, em abril de 2018, Lula explicou que na época não procurou asilo em uma embaixada, preferindo cumprir pena em Curitiba, para não ser tratado como fugitivo. “Quando um homem tem clareza do que ele quer na vida e do que representa, e tem certeza que seus acusadores estão mentindo, não tem escolha. Eu tomei a decisão de ir à Polícia Federal e não ir para uma embaixada”, lembrou.

Críticas à Lava Jato

Em sua fala, Lula também criticou o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, acusando o ex-juiz responsável pela sua prisão e de outros acusados na Operação Lava Jato de ter sido parcial. “Eu preciso provar que o juiz Moro não era juiz, mas era um canalha que estava me julgando”, afirmou.

Em liberdade havia menos de 24 horas, Lula foi recebido na região metropolitana de São Paulo com abraços calorosos de seus simpatizantes. O prédio estava decorado com uma enorme faixa com sua foto. Uma estátua de papelão de dez metros do ex-presidente foi adornada com a faixa presidencial nas cores do Brasil em que se lia “Lula livre”.

"Eu vim porque acredito na inocência dele", disse Tamara Blanco, 38 anos, moradora de São Bernardo. Lula "é o melhor presidente que o Brasil já teve e continuará sendo", acrescentou.

Sem ódio

A multidão aplaudiu o político, de 74 anos, que ficou preso durante 19 meses por corrupção e lavagem de dinheiro. “Eu me preparei espiritualmente para não ter ódio e não ter sede de vingança, porque eu queria provar que, mesmo preso, eu dormia com a consciência tranquila”, afirmou Lula, diante da multidão. Mas “eu duvido que Moro, Dallagnol e Bolsonaro durmam com a consciência tranquila”, completou, citando o procurador do Ministério Público, Deltan Dallagnol e o presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Esse país não merece o governo que tem”, continuou Lula. “Nós aceitamos o resultado da eleição, mas ele (Bolsonaro) foi eleito para governar para os brasileiros e não para os milicianos do Rio de Janeiro”, disse. Em seguida, o petista perguntou quem matou Marielle Franco, a vereadora assassinada em março de 2018, no Rio de Janeiro, e exigiu investigações independentes.

Mais cedo, Bolsonaro havia reagido à soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com uma mensagem pelo Twitter, em que defendeu a independência do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Em tom de campanha eleitoral, Lula terminou seu discurso de 45 minutos prometendo melhorar a educação no Brasil. “Em vez de armas, vamos distribuir livros e cultura”, afirmou.

O político também lembrou a infância difícil no Nordeste. “Eu nasci em Garanhuns, saí com 7 anos para ir para São Paulo. Fui criado por pais analfabetos e sempre disse que a evolução política que tive era resultado da evolução política dos trabalhadores do Brasil”, declarou. “O único medo que eu tenho é de mentir para o povo trabalhador que tanto acreditou e me fez representante da história dos trabalhadores”, concluiu.

Outros processos

O ex-presidente Lula foi condenado em 2017 a oito anos e dez meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido um apartamento no Guarujá da construtora OAS, envolvida no escândalo de subornos na Petrobras. O petista foi beneficiado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o cumprimento de penas de prisão enquanto os acusados não tenham esgotado todos os recursos judiciais.

Lula tem outros seis processos pendentes na justiça brasileira, mas se diz inocente em todos e denuncia uma perseguição político-judicial para impedir o seu retorno ao poder. “Eu tenho mais dez processos, é uma mentira atrás da outra”, repetiu no discurso deste sábado.

Entrevistado pela RFI em Paris, o cientista político Laurent Vidal, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, explica que a liberdade de Lula pode ser momentânea. “É uma liberação temporária, equanto se espera que os processos cheguem ao fim. Por enquanto, ele não está livre de todas as acusações. Ainda há vários processos e recursos que foram feitos pela defesa de Lula e não sabemos quanto tempo isso vai levar. Mas pode demorar”, afirma o pesquisador do Centro de estudos sobre o Brasil Contemporâneo.


sábado, 9 de novembro de 2019

Em discurso duro, Lula diz que eleição de Bolsonaro foi "roubada" e ataca Moro e Dallagnol


Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa após deixar prisão em Curitiba 08/11/2019 REUTERS/Rodolfo Buhrer


CURITIBA/SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso duro nesta sexta-feira ao deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde esteve preso por 580 dias, no qual questionou a legitimidade da eleição de Jair Bolsonaro, e fez ataques ao ministro da Justiça, Sergio Moro, e ao coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

O ex-presidente disse a apoiadores em frente à sede da PF na capital paranaense que o candidato do PT à Presidência em 2018, Fernando Haddad, teve a eleição “roubada” e afirmou que, se juntar Moro, Dallagnol e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) —que o condenou em segunda instância— num liquidificador, não dará 10% da honestidade que ele representa.

“Quero que vocês saibam que o lado mentiroso da Polícia Federal, que fez inquérito contra mim, o lado mentiroso e canalha de parte do Ministério Público e da força-tarefa (da Lava Jato) e o Moro, mais o TRF-4, eles têm que saber que eles não prenderam um homem, eles tentaram matar uma ideia”, disse Lula a uma plateia que o ovacionava com bandeiras e faixas.

O petista de 74 anos, que governou o país entre 2003 e 2010 e que foi solto depois de, na véspera, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidir por 6 votos a 5 que não é possível iniciar o cumprimento da pena após condenação em segunda instância, questionou mais de uma vez a lisura da eleição presidencial de 2018.

“Depois que eu fui preso, depois que eles roubaram do Haddad, o Brasil não melhorou, o Brasil piorou. O povo está passando mais fome, o povo está desempregado, o povo não tem mais trabalho com carteira assinada”, disse.

O ex-presidente cumpria pena de 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP), no qual já teve a condenação confirmada em três instâncias. Ele teria recebido o imóvel como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobras.

Apesar da decisão do juiz federal Danilo Pereira Júnior, que determinou a soltura de Lula atendendo pedido da defesa do petista com base na decisão da véspera do Supremo, Lula segue inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado por órgãos colegiados da Justiça —o TRF-4 e o STJ.

Lula também já foi condenado em primeira instância no processo que envolve o sítio de Atibaia (SP), mas o TRF-4 decidirá no próximo dia 27 se o caso retornará à análise da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Ele é réu ainda em outro processo que corre na 13ª Vara Federal de Curitiba —que concentra os casos da Lava Jato na capital paranaense em primeira instância— e que trata de um terreno que seria dado como propina ao ex-presidente para construção de uma sede para o Instituto Lula. Responde, também, a outros processos de outras operações que tramitam na Justiça Federal do Distrito Federal.

Em sua conta no Twitter, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, chamou Lula, sem citar nominalmente o ex-presidente, de chefe de quadrilha e afirmou que ele voltará à cadeia.

“Nosso Brasil é diferente daqueles que comemoram a soltura de bandidos. Estamos consertando os erros de muitos dos condenados que estão sendo soltos. Inclusive do chefe da quadrilha que vai voltar pra cadeia”, escreveu.

PERCORRER O PAÍS
Em seu discurso após deixar a prisão, Lula disse que fará um encontro no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, localizado em São Bernardo do Campo, seu berço político, no sábado. Depois, vai começar a percorrer o país.

“A partir de agora eu estou indo para São Paulo, amanhã eu tenho um encontro no Sindicato dos Metalúrgicos e depois as portas do Brasil estarão abertas para que eu volte a percorrer esse país”, disse Lula.

Mesmo com o discurso duro e recheado de ataques à PF, MP, Moro e até à Receita Federal, Lula garantiu que deixa a prisão sem ódio, mas com amor, e com vontade de, segundo ele, lutar pelo país.

“Eu saio com muita vontade de voltar a lutar. Eu não quero ficar falando mal de presidente, de ministro, eu quero falar bem do povo brasileiro e falar das coisas que é possível a gente construir nesse país”, disse em transmissão ao vivo numa rede social, já dentro de um carro.

“A gente já provou que é possível construir um país melhor, um país sem ódio”, afirmou.

Reportagem de Leonardo Benassatto, em Curitiba, e Eduardo Simões, em Brasília; Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Paraná confirma 43 novos casos de sarampo em uma semana



A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (7) mais um Boletim Epidemiológico com a situação do sarampo. Na última semana foram confirmados 43 casos novos, somando 316 pessoas que estão ou tiveram com a doença no Estado desde o mês de agosto.


Os dados mostram o grande aumento de casos e o alcance territorial da doença no Paraná. Das 22 regionais de saúde, 20 têm casos confirmados ou em investigação. Apenas as regionais de Campo Mourão e Cornélio Procópio não registram notificações de sarampo.

“O vírus se espalha rapidamente e o sarampo pode ter consequências muito graves. É uma doença que pode comprometer seriamente a saúde. As complicações que uma pessoa que teve sarampo pode desenvolver são otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas, a redução da capacidade mental, surdez, cegueira e retardo do crescimento”, alertou o secretário da Saúde Beto Preto.

O sarampo é uma infecção viral, altamente contagiosa e de fácil transmissão. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo). Também podem ocorrer dor de cabeça, indisposição e diarreia. Como não existe tratamento específico para o sarampo é importante ficar atento ao aparecimento dos sintomas.

“Aos primeiros sinais, indicamos que a pessoa procure o atendimento médico para exames e busque ficar sem contato com mais gente até que se descarte o sarampo. Não fique esperando passar ou piorar, é nesse período que a doença pode ser transmitida”, recomendou o secretário.

Os 316 casos estão distribuídos nos seguintes municípios: 217 em Curitiba; 4 em Almirante Tamandaré; 1 em Araucária; 1 em Balsa Nova; 2 em Campina Grande do Sul; 3 em Campo do Tenente; 8 em Campo Largo; 20 em Colombo; 1 em Fazenda Rio Grande; 1 na Lapa; 1 em Mandirituba; 10 em Pinhais; 10 em Piraquara; 1 em Quatro Barras; 5 em Rio Branco do Sul; 11 em São José dos Pinhais; 2 em Castro; 1 em Ponta Grossa; 1 em Irati; 2 em Maringá; 7 em Londrina; 1 em Rolândia; 3 em Carlópolis; 3 em Jacarezinho.

VACINAÇÃO – O Ministério da Saúde organizou a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A primeira etapa foi realizada para o público de seis meses até cinco anos incompletos. A segunda etapa tem como público-alvo os jovens com idade entre 20 a 29 anos. O período de intensificação para imunização desta faixa de idade é entre 18 a 30 de novembro, com o dia D no sábado, 30.

“Para ter vacinas em todo o Estado, solicitamos ao Ministério da Saúde mais 100 mil doses da vacina tríplice, que previne sarampo, caxumba e rubéola. A nossa preocupação maior é para Curitiba e cidades com maior incidência do sarampo”, disse o secretário Beto Preto.

O objetivo da campanha é interromper a circulação do vírus e proteger os grupos mais acometidos pela doença no País. Toda a população com idade entre um e 29 anos deve receber duas doses da vacina tríplice viral e de 30 a 49 anos, uma dose.

Para saber mais informações sobre a situação do sarampo no Paraná, acesse o Boletim Epidemiológico nº 11.

Com informções da AENPr

Selo Clima Paraná 2019 premia 36 empresas

O Prêmio Selo Clima Paraná 2019 foi entregue nesta quinta-feira (07) a 36 empresas que, voluntariamente, decidiram medir, divulgar e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global e das mudanças climáticas. O mais importante deles é o dióxido de carbono (CO2). Foto: Denis Ferreira Netto/AEN

O Prêmio Selo Clima Paraná 2019 foi entregue nesta quinta-feira (07) a 36 empresas que, voluntariamente, decidiram medir, divulgar e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global e das mudanças climáticas. O mais importante deles é o dióxido de carbono (CO2).


Essa foi a 5ª edição do prêmio, que é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. A premiação aconteceu em cerimônia realizada na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, disse que, além da questão ambiental, o objetivo do prêmio é preparar as empresas paranaenses para desafios regulatórios, promovendo uma transição competitiva para uma economia mais robusta, geradora de riqueza e sustentável.

“Sabemos que o governo sozinho não pode responder da forma mais eficiente aos desafios que se apresentam, sendo necessária uma ação articulada com a indústria, agronegócio, sociedade civil e todos os protagonistas sociais comprometidos com o desenvolvimento sustentável do Paraná”, afirmou.

OURO PLUS – São destaques da edição 2019 do prêmio a Klabin - unidades de Monte Alegre e Puma; a Companhia Siderúrgica Nacional/CSN – unidade de Araucária, e a Engie do Brasil Energia. Elas foram agraciadas com o Selo Clima Paraná Ouro Plus por alcançar a redução das emissões de gases de efeito estufa, no ano inventariado de 2018, comparado ao de 2017.

O Selo Clima Paraná na categoria Ouro exige inventários de emissões de carbono auditados pelo Inmetro. A Ouro Plus exige a redução, também auditada, da Pegada de Carbono.

CULMINANTE – Para o vice-presidente da Fiep, Alcino de Andrade Tigrinho, o reconhecimento sempre é muito importante para quem participa de um processo. “Eu vejo como ponto culminante de um trabalho que, por mais oneroso que seja para uma empresa, é muito importante para a vida do planeta e de todos nós. A Fiep incentiva muito as empresas para que participem desse prêmio.”

José Rubel, da Diretoria de Políticas Ambientais e responsável pela agenda climática da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, destacou que a participação expressiva de diferentes setores industriais serve de estímulo para ações mais incisivas.

“As consequências da ação humana sobre o clima são, a cada dia, mais alarmantes, com tempestades, inundações, estiagens, derretimento das geleiras, ondas de calor. A ciência comprova que a única explicação plausível para estes desastres, é o aumento da emissão de dióxido de carbono pela ação humana”, disse ele.

José Rubel lembrou que a economia de 80% dos municípios do Paraná depende diretamente do desempenho da agricultura e da agroindústria, sempre sujeitos a intempéries climáticas. “Mas o Paraná dispõe de imenso potencial para avançar rapidamente em direção de uma agropecuária de baixo carbono e ainda mais competitiva, ampliando também a produção de biocombustíveis e retomando uma gestão urbana inovadora”, ressaltou.

APERFEIÇOAMENTO - As Normas do Selo Clima Paraná são constantemente aperfeiçoadas pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. “A avaliação dos inventários empresariais de emissões está mais rigorosa”, informou a diretora de Políticas Ambientais, Fabiana Campos. “Por outro lado, se admite que parcela da redução da Pegada de Carbono seja comprovada através de Créditos de Carbono”, explicou.

Outra novidade é que o limite mínimo de redução das emissões passou a ser 0,5% ao ano e, neste caso, é reconhecido o desafio da indústria em dar os primeiros passos na redução das emissões. “Em contrapartida, os inventários de emissões precisariam buscar o mais alto nível de agregação organizacional”, disse Fabiana.

ESTRATÉGIAS - As três empresas que receberam o Selo Clima Ouro Plus adotaram algumas estratégias. A Klabin - unidades de Monte Alegre e Puma - reduziu o consumo de óleo combustível, priorizando a biomassa (combustíveis renováveis) para geração de energia. Reduziu também a quantidade de energia comprada do Sistema Integrado Nacional/SIN, gerando uma correspondente redução das emissões de Dióxido de Carbono.

A Companhia Siderúrgica Nacional -unidade de Araucária- reduziu o consumo de gás natural, por medidas de eficiência energética, com menores emissões de CO2. Houve também redução de emissões fugitivas em canalizações e válvulas, diminuindo as emissões de Metano (CH4).

Já no caso da Engie do Brasil Energia, houve uma alteração na metodologia de cálculo relacionada à contabilidade carbônica da prestação de serviços ancilares. Os procedimentos para prestação desses serviços pelos agentes de geração estão previstos na Resolução Normativa nº 697 da Aneel, de 16 de dezembro de 2015.

José Rubel, da Diretoria de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, sugeriu algumas ações que podem ser adotadas para que uma empresa possa ser vencedora na nova economia de baixo carbono.

Medir a Pegada de Carbono da empresa, reduzir as emissões (o que torna possível recuperar dinheiro que pode estar sendo desperdiçado, além de encorajar fornecedores e distribuidores a também fazerem o mesmo), ouvir os consumidores, que estão cada vez mais preocupados com o futuro do planeta e valorizam estas atitudes. “Enfim, reinventar o próprio negócio, com eficiência energética, baixo carbono e responsabilidade ambiental”.

Sanepar está entre as premiadas nesta 5ª edição

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi uma das premiadas nesta 5 ª edição do Prêmio Selo Clima Paraná. O prêmio Selo Ouro foi recebido pelo diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Cesar Gonchorosky. Segundo ele, a Sanepar foi a primeira empresa de saneamento do Brasil a fazer a medição dos gases de efeito estufa em todos os seus processos.

Esse trabalho começou em 2007 e teve os dados publicados em 2008, no primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa (IGEE) da empresa. Há nove anos a Companhia reporta seu IGEE ao Registro Público do Programa Brasileiro GHG Protocol. O documento com os resultados fica disponível no www.registropublicodeemissoes.com.br/

O inventário de emissões de GEE de 2018 indicou que a principal fonte de emissão nos sistemas da Sanepar continua sendo o processo de tratamento de esgoto. “A companhia desenvolve estudos e pesquisas para implantação de sistemas mais eficientes de captura e combustão controlada do biogás ou aproveitamento energético deste subproduto. É um grande desafio para a empresa e para o setor de saneamento”, disse Gonchorosky

Confira  AQUI tabela com as 36 empresas premiadas.



Informações da AEN

Paraná lidera ranking do Prêmio 500 Maiores do Sul

500 maiores empresas do Sul. Foto: José Fernando Ogura/AEN

O Paraná superou o Rio Grande do Sul e passou a liderar nos principais indicadores da premiação 500 maiores do Sul, tradicional ranking do Grupo Amanhã, em parceria com a consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). As 186 empresas do Estado, que figuraram entre as 500 maiores, assumiram o topo em receita líquida, patrimônio, lucro líquido e no Valor Ponderado de Grandeza (VPG), o indicador usado para ordenar as empresas.


Como base para construção da listagem foram considerados os dados financeiros das empresas no ano de 2018. A cerimônia de premiação ocorreu nesta quinta-feira (07), no ExpoUnimed, em Curitiba, com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participa do evento de premiação das 500 maiores empresas do Sul. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Além da boa posição do Estado, as duas principais empresas estatais do Governo do Paraná tiveram destaque no ranking. A Copel ficou em primeiro lugar entre as 100 maiores empresas do Paraná e em terceiro entre as 500 da Região Sul. A Sanepar ficou em oitavo no ranking estadual e em 17º englobando os três estados do Sul.

As 186 companhias paranaenses que figuraram entre as maiores obtiveram melhores resultados do que as demais empresas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As representantes locais apresentaram maior soma de receitas, de patrimônios e em lucros. Em razão disso, o Estado ficou com o maior VPG, principal critério de classificação desde 1991, quando foi desenvolvido o ranking.

O governador Ratinho Junior destacou o bom momento da economia do Estado. Ele lembrou que o Paraná fechou os oito primeiros meses do ano com o maior índice de crescimento na produção industrial do País. O acumulado no período foi de 6,5%, à frente dos 15 locais pesquisados e do índice nacional, que apresentou queda de 1,7% no acumulado de 2019. Os dados são Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“É uma demonstração de que a economia do Paraná está retomando de uma forma muito forte, atraindo investimentos nacionais e estrangeiros”, afirmou Ratinho Junior. “Em relação à Copel e Sanepar, o resultado reforça a gestão de qualidade das empresas e o compromisso com a população”, completou.

O governador lembrou, ainda, que das 20 companhias que mais se destacaram no Sul, dez têm origem no Estado. “É um bom momento que temos de comemorar com todos os paranaenses”, disse.

RECEITA – De acordo com o ranking, as representantes do Paraná exibiram a melhor rentabilidade sobre receita (17,1%), mais do que o dobro da média catarinense (8,2%) e praticamente três vezes a das gaúchas, que foi de 5,8%.

O resultado mais robusto é observado em receita líquida: as empresas do Paraná somaram R$ 207,4 bilhões – valor 12,5% maior que a soma de faturamentos das representantes gaúchas (R$ 184,3 bilhões) e 18,3% maior que a das catarinenses (R$ 175,3 bilhões).

Os menores prejuízos também pertencem às paranaenses. As companhias locais acumularam perdas de R$ 1,3 bilhão, enquanto as gaúchas na mesma situação perderam quase R$ 1,4 bilhão. As catarinenses, juntas, apresentaram resultados negativos de R$ 5,2 bilhões.

COPEL – A Copel conquistou o 1º lugar entre as 100 maiores empresas do Paraná no levantamento realizado pelo Grupo Amanhã. No ranking regional das 500 Maiores do Sul, a Companhia ficou em 3º lugar, atrás apenas das empresas BRF e Bunge.

No ranking Líder Setorial, que contempla 28 segmentos e analisa os itens receita líquida e rentabilidade das empresas, a Copel ficou em 1º lugar no setor de energia em receita líquida.

“É um orgulho muito grande para a Copel e para o Paraná. Aumenta nossa responsabilidade em levar energia e inovação para todo o Estado. Queremos continuar investindo e crescendo”, afirmou o diretor-presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

SANEPAR – A Sanepar também foi premiada. A empresa é a líder setorial em serviços públicos e a oitava empresa entre as maiores do Paraná em Valor Ponderado de Grandeza, segundo o ranking da Revista Amanhã.

A Sanepar também se destacou entre as empresas do Paraná com maior patrimônio líquido, calculado em R$ 5,7 bilhões, conquistando o 5º lugar, e a empresa com maior lucro líquido do Sul do País – ocupa o 10º lugar com R$ 892,49 milhões. “O grande desafio é melhorar a posição levando qualidade aos paranaenses”, ressaltou Claudio Stabile, diretor-presidente da companhia.

TOP 10 SUL – O Paraná teve quatro representantes entre as dez maiores companhias do Sul, segundo o levantamento. O ranking é liderado pela Bunge Alimentos (SC), seguido por BRF (SC), Copel (PR), Sicredi (RS), Grupo Weg (SC), Coamo Agroindustrial (PR), Banrisul (RS), Klabin (PR), Engie Brasil (SC) e Rumo (PR).

“Essas companhias revelam que o Brasil está voltando a crescer. São trabalhadores do Sul construindo empresas que já viraram referência para o País”, afirmou Jorge Polydoro, presidente do Grupo Amanhã.

TOP 10 PARANÁ – A Revista Amanhã apresentou o quadro das 10 companhias localizadas no Paraná com maior Valor Ponderado de Grandeza (VPG). Compõe o ranking, pela ordem: Copel (R$ 14,2 milhões), Coamo (R$ 8,2 milhões), Klabin (R$ 7,2 milhões), Rumo (R$ 6,8 milhões), Itaipu Binacional (R$ 6,4 milhões), Renault (R$ 6,3 milhões), Fertipar (R$ 4,7 milhões), Sanepar (R$ 4,6 milhões), Kirton Bank (R$ 4,4 milhões) e C. Vale Cooperativa Agroindustrial (R$ 4,2 milhões).

PRESENÇAS – Participaram da cerimônia de premiação o vice-governador Darci Piana; o diretor administrativo da Agência Paraná do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE),Wilson Bley Lipski; lideranças empresariais dos três estados da Região Sul do País.

Veja a lista AQUI a tabela das dez maiores do Paraná. AQUI tabela com os indicadores.


 Com informações da ANPr

Paraná vai modernizar transporte de órgãos para transplante



Estado vai modernizar transporte de órgãos para transplante. Foto: Gustavo Pontes

O Paraná é referência nacional em transplante de órgãos em função de um eficiente sistema de coleta e transporte, e da conscientização da população, que entende a importância da doação. Para agilizar e ampliar esse serviço, em razão da crescente demanda, o governo estadual instituiu uma comissão que avalia a troca das aeronaves que são utilizadas na captação das doações.


O grupo de trabalho, formado por servidores da Casa Militar e Secretaria de Estado da Saúde, elabora um relatório que dará base ao edital de compra de um avião mais moderno. Uma das premissas é da economicidade. Por isso, a opção em estudo é adquirir um modelo seminovo, mas que tenha maior autonomia de voo em relação à frota existente.

Entre 2011 e 2018 houve aumento de 208% na demanda da Central Estadual de Transplantes, mas nenhuma aeronave foi adquirida nesse período. Até o final de setembro deste ano foram realizados 1.257 transplantes no Paraná - 623 órgãos e 634 córneas - e mais de 90 voos foram realizados para essa finalidade.

O volume de captação poderia ser maior se as aeronaves disponíveis tivessem maior capacidade de voo. Hoje, o trabalho está concentrado em dois aviões do modelo Sêneca III, com mais de 35 anos de uso. Essas aeronaves voam em baixa velocidade e têm severas restrições em relação ao clima, por operar também em baixas altitudes.

Segundo a médica Arlene Terezinha Cagol Garcia Badoch, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, sem as aeronaves, metade dos procedimentos realizados nos últimos anos não teria acontecido, mas o reforço do serviço de transporte é fundamental para ampliar o número de atendimentos.

“O Paraná é o Estado com maior volume de doações no Brasil. Se fôssemos um País, estaríamos entre os primeiros do mundo”, pontua Arlete. “Essas conquistas só foram possíveis com auxílio da aviação e das equipes multidisciplinares que trabalham 24 horas por dia para garantir vidas salvas”, ressalta a médica.

MODERNO - A orientação técnica para o serviço é pelo uso de um bimotor turboélice, que permita voos acima de 29 mil pés, com velocidade acima de 500 quilômetros por hora - o dobro das atuais aeronaves -, e que tenha capacidade para atravessar grandes linhas de instabilidade climática, típicas das frentes frias que frequentemente atingem o Paraná.

“Com o aumento da velocidade de cruzeiro, os tempos de voo entre os aeroportos serão reduzidos em quase 50%. Aumentamos a capacidade de realizar eventuais desvios meteorológicos e a eficácia no processo”, destaca o major Welby Pereira Sales, chefe da Casa Militar. “Com menor tempo de voo, o número de missões com a mesma estrutura administrativa poderá ser aumentado consideravelmente”.

TEMPO - A agilidade da operação de transporte é fundamental para o sucesso do transplante porque entre o momento da retirada do órgão ou tecido há um intervalo de isquemia, que é o tempo entre o bloqueio do fluxo sanguíneo até o momento em que há nova irrigação, já no corpo do receptor. No caso de coração e pulmão, por exemplo, este tempo é de aproximadamente 4 horas.

“Há um grande empenho do governo em ampliar este serviço e reforçar a estrutura logística é fundamental. Já somos referência no Brasil em transplantes, mas acreditamos que é possível fazer muito mais”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “O transporte mais eficiente e rápido permitirá dar uma nova oportunidade de vida para pacientes que aguardam na fila do transplante”.

HISTÓRICO - Até 2011 todos os transportes de órgãos eram feitos apenas por via terrestre. Naquele ano a Seção de Transporte Aéreo (STA) da Casa Militar estabeleceu um convênio com a Central Estadual de Transplantes, e, desde então, mantém as aeronaves disponíveis para apoiar as captações e transportes de órgãos.

O apoio aéreo trouxe inúmeros benefícios para o sistema estadual de transplantes, entre eles o aumento na capacidade de captações e salvamento de vidas, rapidez e tempo de resposta da equipe multidisciplinar envolvida. Outro aspecto é a menor incidência de atrasos na liberação dos corpos dos doadores.

PLANO ESTADUAL – O Paraná foi o primeiro Estado do Brasil a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. Tudo é controlado em uma Sala de Situação, que monitora o Estado 24 horas por dia e faz a análise dos dados para elaborar estratégias de ação. São quatro câmaras técnicas – coração, fígado, rim e córneas.


Estado realiza 1.257 transplantes em nove meses

Entre janeiro e setembro deste ano foram realizados 1.257 transplantes (623 órgãos e 634 córneas) no sistema estadual. Houve captação de 543 doadores falecidos e de 80 doadores vivos, com destaque para rins (421) e fígados (180).

Entre 2011 e 2018, o Paraná somou 1.530 doadores efetivos, sendo transplantados 3.710 órgãos.

A média nacional de doações de órgãos é de 17 pmp (partes por milhão da população), enquanto o Paraná fechou os primeiros dez meses deste ano com 42 pmp.

O salto estadual entre 2010 e 2018 foi de 600%: o Estado tinha 6,8 doadores pmp no começo da década e atingiu 47,7 pmp no ano passado, liderando o ranking de doações no país.

Central de Transplantes conta com 700 profissionais envolvidos

A Central Estadual de Transplantes mantida pelo Governo do Paraná está localizada em Curitiba, mas há quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPO’s), na capital, Londrina, Maringá e Cascavel.

Estes centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

Ao todo são cerca de 700 profissionais envolvidos, entre eles 23 equipes de transplante de órgãos, 25 centros transplantadores de córneas e três bancos de córneas em atividade – Londrina, Maringá e Cascavel.


Com informações da AENPr

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Cinco atletas do Paraná estão entre os 56 melhores do Brasil

Bárbara Domingos – Conquistou sua primeira medalha em Pan-Americanos, prata no individual por aparelhos, no evento que aconteceu em Lima, no Peru. A curitibana é uma das maiores medalhistas dos Jogos Escolares da Juventude (organizado pelo COB), onde soma 20 pódios em seis participações representando o Paraná. Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

UEL, UEM e UEPG comemoram 50 anos e 200 mil formados


Universidades de Londrina, Maringá e Ponta Grossa comemoram 50 anos. Foto: Jaelson Lucas/AEN

As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG) comemoram nesta quarta-feira, 6 de novembro, 50 anos de existência. O trabalho de professores, estudantes e agentes universitários ajudaram a classificar as três instituições como referência no Brasil e no exterior, em ensino, pesquisa e extensão.


“Essas três universidades tiveram um papel crucial no desenvolvimento econômico e social do Estado do Paraná, nestas cinco décadas. São instituições que possuem excelência no ensino, pesquisa e na interação com os diversos municípios por meio da prestação de serviços”, destacou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

HISTÓRICO – A UEL, UEM e UEPG foram criadas em 6 de novembro de 1969 pela Lei Estadual nº 6.034, sancionada pelo então governador Paulo Pimentel. As instituições nasceram da incorporação de faculdades estaduais que já existiam e que funcionavam isoladamente.

RECONHECIMENTO - Mesmo sendo consideradas instituições jovens, as três universidades são referência na formação de profissionais e desenvolvimento de pesquisas. Além disso, ofertam diversos serviços aos municípios paranaenses, contribuindo para o desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida.

Com cerca de 90% dos professores com títulos de mestre ou doutor, as universidades mantêm um bom desempenho em diversos processos de avaliação, nacionais e internacionais.

Em uma das avaliações mais importantes aplicadas pelo Ministério da Educação, as três universidades ganharam destaque em 19 cursos no ano de 2019. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação (ingressantes e concluintes), e é fundamental para elencar quais são as melhores instituições de ensino superior do país.

PÓS-GRADUAÇÃO - Nos cursos de pós-graduação a UEL, UEM e a UEPG também estão entre as melhores. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avalia os cursos de pós-graduação por meio do Índice Geral de Cursos (IGC), posicionou as três universidades como conceito 4, numa escala que vai no máximo até 5, levando em consideração a qualidade de ensino e a distribuição dos estudantes entre cursos de graduação e pós-graduação.

Elas também estão entre as mais inovadoras do Brasil, segundo o Ranking Universitário da Folha de São Paulo (RUF) e entre as melhores da América Latina em critérios de reputação acadêmica, empregabilidade, proporção professor/estudante, qualificação docente, citações por artigo e internacionalização, segundo a consultoria britânica QS World Universitty Rankings.

PESQUISA – A produção acadêmica das três universidades é um dos pilares para que o Paraná esteja classificado entre os estados brasileiros que mais produzem ciência e inovação, colaborando para elevar a produção científica do país. São cerca de 2.600 projetos de pesquisa desenvolvidos por professores e alunos nas universidades, apresentando soluções para demandas estaduais e áreas estratégicas.

O impacto desta produção acadêmica foi evidenciado no último relatório “Research in Brazil”, produzido pela equipe de analistas da Clarivate Analytics para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Em 2016 o Paraná ficou classificado na quinta posição brasileira do setor, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

SETOR PRODUTIVO – Outra ação importante desenvolvida pelas universidades estaduais em conjunto com o setor produtivo é a atividade executada pelas Agências e Núcleos de Inovação (NITS).

A parceria permite que professores e estudantes possam atuar como aceleradores do desenvolvimento econômico do Estado, propondo soluções inovadoras para os municípios e empresas. Os NITS foram responsáveis por 117 patentes depositadas nos campos tecnológico e social.

Entre os projetos de destaque, está o analisador de parboilização de arroz com imageamento digital, que produz imagens de grãos de arroz, quando iluminados por luz polarizada. O equipamento, criado pela UEL, é útil para empresas de comercialização de arroz e laboratórios de avaliação de produtos alimentícios.

A UEPG recebeu em abril a patente de um biomaterial que tem a finalidade de reparar ou substituir tecidos, órgãos ou funções do organismo. O biomaterial tem aplicação como material de preenchimento ósseo.

Pesquisadores da UEM desenvolveram um biocurativo com propriedades terapêuticas diferenciadas para o tratamento de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Pela flexibilidade no tamanho pode também ser aplicado em superfícies com feridas de diversos tamanhos.

PARA A COMUNIDADE – Por meio dos projetos de extensão as universidades se conectam com a população ofertando serviços e ações gratuitas nas áreas de saúde, educação, agricultura familiar, diversidade, inovação, projetos culturais e sociais. As iniciativas contribuem com a melhoria na qualidade de vida das pessoas e com a formação profissional dos estudantes. As três instituições atendem, juntas, 1 milhão e meio de pessoas no Paraná com cerca de 700 projetos.

O Programa Universidade Sem Fronteiras (USF), financiado pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, também está presente na UEL, UEM e UEPG com 42 projetos, que desenvolvem ações de extensão, pesquisa e capacitação tecnológica em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Com informações da ANPr