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Tucana que mandou cubanos para “a senzala” chefiará Mais Médicos

Contrária ao programa, a presidenta do Sindicato dos Médicos do Ceará, Mayra Pinheiro, assumirá secretaria do Ministério da Saúde responsável pela sua gestão


Jair Bolsonaro (PSL) e seu futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), confirmaram o preconceito com os médicos cubanos ao convidar a pediatra Mayra Pinheiro para chefiar a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (STGES) do Ministério da Saúde, responsável pelo programa Mais Médicos. A médica ficou conhecida após participar de “um corredor de xenofobia” para protestar contra a vinda dos profissionais de Cuba, em 2013.

Mayra, que atualmente é a presidenta do Sindicato dos Médicos do Ceará, aparece gritando e mandando os médicos cubanos de volta para a “Senzala”, segundo o Diário do Centro do Mundo. Filiada ao PSDB, a médica disputou uma vaga no Senado nas Eleições deste ano, mas não foi eleita. Antes, na disputa de 2014, ela tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em outubro deste ano, Mayra foi desligada do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), onde trabalhava há 15 anos. O hospital avaliou que a motivação para o afastamento foram as denúncias sobre as más condições de atendimento no hospital.

Apagão no atendimento
A saída dos médicos de Cuba do programa deixou um “apagão” no atendimento de diversas cidades do país. A futura secretaria do Ministério da Saúde será responsável por cuidar justamente do Mais Médicos e de outras políticas públicas da Saúde. No dia 15 de novembro deste ano, Mayra disse que os “médicos brasileiros não vão permitir” que a população fique sem atendimento.

Ocorre, no entanto, que o próprio futuro ministro da Saúde já admitiu que não tem como resolver a demanda por doutores, após a saída dos 8,5 mil profissionais cubanos. Dados divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que aproximadamente 30 milhões de brasileiros serão afetados com a retirada dos médicos de Cuba do programa Mais Médicos, em 2.885 municípios.

Da Redação, com informações do Diário do Centro do Mundo