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Gleisi: “A origem da violência contra a mulher está no preconceito”

Durante plenário do Senado, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, falou sobre o legado do PT de enfrentamento à violência contra a mulher



A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, falou em plenário do Senado nesta segunda-feira (26) sobre a campanha “16 Dias de Ativismo”, que começou neste domingo (25), quando é comemorado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher.

Promovido todo ano pela Organização das Nações Unidas (ONU), este ano a data teve como tema “Pinte o Mundo de Laranja: Me Escute Também”, com o objetivo de alertar sobre a necessidade de ouvir e acreditar nas vítimas e acabar com a cultura do silêncio. No Legislativo brasileiro, é promovida pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher do Senado, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara e a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.

A senadora aproveitou a ocasião para lembrar do engajamento que os governos do PT sempre tiveram no combate à violência contra a mulher. “Não tenho dúvidas de afirmar que dos governos que tivemos no Brasil foram os de Lula e Dilma que mais avançaram neste enfrentamento”.

“A origem da violência contra a mulher está em sentimentos ruins, na covardia, no sentimento de posse, no preconceito que a mulher sofreu ao longo de toda a história. A emancipação das mulheres não tem nem 100 anos, começamos a votar em 1930, quando começamos a trabalhar fora de casa foi depois da 2ª guerra, é muito recente a nossa vida pública, sempre fomos associadas à vida doméstica. Por isso éramos submetidas a todo tipo de violência”, declarou a presidenta.

Ela explicou que o machismo existente na sociedade brasileira é fruto de uma história muito recente no país, por isso a luta contra a cultura patriarcal ainda está longe de acabar. “Temos a necessidade de campanhas, cotas para ter participação, é importante o trabalho de gênero que precisamos fazer em nossas escolas”.

Durante os governos petistas foram criados programas essenciais para combater a violência contra a mulher: o Ligue 180, a Lei Maria da Penha, a Casa da Mulher Brasileira, a Lei do Feminicídio, entre outras.

“Nós iniciamos programas que foram ousados. Foi o presidente Lula que sancionou a Lei Maria da Penha, que trata exatamente da violência doméstica. Não tinha aquele ditado que briga entre marido e mulher ninguém mete a colher? Pois bem. Ninguém metia colher e a mulher apanhava ou morria. A lei destampou a panela de pressão que tínhamos dentro de casa e passou a penalizar o agressor. Também garantiu proteção à mulher como serviço de denúncia como Ligue 180”, afirmou Gleisi.

Outros programas que também contribuíram para o combate a essa violência foram o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, que garantem que o cadastro seja feito prioritariamente no nome da mulher, contribuindo para sua emancipação. “Com o cartão essas mulheres que não tinham para onde ir conseguiram a sua alforria. A importância que estes programas têm é muito grande”, diz.

Em dezembro de 2015, Dilma garantiu também que o Sistema Único de Saúde (SUS) passasse a fazer cirurgias reparadoras decorrentes de agressões em vítimas de violência doméstica. “E nós nunca mais tivemos um avanço no combate à violência depois do golpe. Quem não sente a dor não se importa”, denunciou a presidenta.

“Esses dias eu escuto uma declaração do candidato eleito presidente que dizia: O PT diz que protege tanto as mulheres, mas foi na época que eles governaram que aumentaram os índices de violência. Aumentou porque antes não tinha índice publicado, não tinha para quem denunciar, porque antes sofria violência como a sua sofreu e depois você abafou. O legado de Lula e Dilma foram os maiores, essa conversa mole do eleito não cola “, finalizou a senadora.

Da Redação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT