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Você tem algum desses sintomas? Chegou a hora de ir a um sexólogo

sábado, agosto 18, 2018

Com a educação sexual como assunto a se resolver, muitos ainda resistem em consultar sexólogos




A figura do sexólogo lembra um pouco a do psicólogo e do psiquiatra de muitos anos atrás. As pessoas custavam a reconhecer que precisavam ir a esses profissionais e mantinham suas sessões em segredo. As feridas da alma se tornaram tão cotidianas nesse mundo cruel que ninguém se atreve a questionar que alguma vez ele mesmo irá precisar desses cuidados. O que, entretanto, ainda mantém certa dose de tabu é a ideia de ir à consulta de um sexólogo, porque nesse país de machões e bombas sexuais, reconhecer que se tem problemas na cama é como ficar totalmente nu. E nem todos são partidários do nudismo.

Muitos ainda têm a ideia de que o sexo é algo instintivo; entre eles as autoridades competentes, que não acham necessário um programa de educação sexual nos colégios. O que sabemos de sexo, portanto, é o que experimentamos diretamente, o que vemos nos filmes pornô e nos relatos que os mais íntimos nos contam, condimentados com um certo nível de literatura e fantasia. O adubo perfeito ao cultivo de ideias incorretas, traumas nascidos do imaginário coletivo e medos injustificados; porque se alguma vez existiu algum tipo de educação sexual ele sempre foi orientado à assepsia, ao contágio, à prevenção de doenças, ao choro e ao ranger de dentes. Nunca ao prazer, à comunicação em casal e ao cultivo dessa delicada e exótica flor que é o desejo.

A medicina oficial também não contempla muito o sexo. Os médicos, com pouco mais de dez minutos para atenderem a cada paciente, podem nos perguntar se dormimos bem, se vamos ao banheiro regularmente e qual é nossa alimentação, mas quase ninguém se interessa por nossa vida sexual, como se essa não fizesse parte de nossa saúde, como se fosse um divertimento sem muitas consequências.

De modo que quando alguém tem um problema sexual, segundo Iván Rotella, diretor do Astursex, centro de atenção sexológica em Avilés e membro da Associação Estatal de Profissionais da Sexologia (AEPS), “as pessoas levam em média de 6 meses (se for uma mulher) a 5 anos (se for um homem), no caso de terem um relacionamento, para consultarem um profissional. Se estão sozinhos, sem nenhuma relação, então eles vão antes delas. O difícil, quando se tem a necessidade de um sexólogo, é tirar o telefone do gancho e marcar a consulta. Um dos fatores dessa mudança foi a crise econômica, que fez com que nossas consultas aumentassem em 20%. Os sexólogos são mais baratos do que os advogados e o custo econômico de uma separação pode ser muito alto. Antes as pessoas se separavam quando ocorriam problemas; agora, se as coisas não estão muito ruins, tentam recuperar a relação”.

Essa vertente de consultor, de terapeuta de casais, é uma das muitas tarefas desse profissional, mas não a única. Francisca Molero, sexóloga, ginecologista, diretora do Institut Clinic de Sexologia de Barcelona, do Instituto Ibero-americano de Sexologia e presidenta da Federação Espanhola de Sociedades de Sexologia, enumera muitas mais, “quando se fala na Espanha da figura do sexólogo, as pessoas costumam relacioná-la a um psicólogo; já que tendem a pensar que a maioria dos problemas sexuais deriva do terreno mental, mas isso não é de todo certo, já que também existem muitas disfunções sexuais.

O que acontece é que os dois campos estão muito ligados. Um problema físico não resolvido pode acabar em um psicológico e de casal e o contrário, como acontece muitas vezes com o vaginismo, quando tem sua origem em abusos e experiências sexuais ruins. A sexologia é uma ciência que estuda tudo o relacionado à sexualidade humana. Nossos pacientes podem ser desde jovens que não têm muito claro sua orientação sexual e que procuram conselho, problemas de falta de desejo (os mais frequentes, tanto em homens como em mulheres), transtornos do orgasmo e da ereção, vício ao sexo e assexualidade, vítimas de abusos e violência doméstica, pedófilos e, ultimamente, crianças transexuais que trazem seus pais em busca de ajuda para entender e lidar melhor com sua realidade”.

No setor dos problemas de relação, “o mais comum é o casal que caiu na rotina e procura reavivar a paixão e o desejo”, diz Molero, “mas também existem relações rompidas que procuram um mediador. Alguém que os acompanhe no processo de ruptura para que ele seja menos doloroso. Existem também pessoas que, sem ter nenhum problema, procuram melhorar sua vida sexual; e os que, após uma longa doença como o câncer, querem recuperar sua dimensão erótica. Algo que em muitos casos passa por reformular a ideia que tinham do que é uma relação sexual”.

Acreditamos no que acontece nos filmes pornô
O mecanismo geral de atuação, quando existe algum problema sexual, reflete a potencial capacidade de adaptação do ser humano às situações mais inóspitas e à pouca importância que se dá ao prazer e ao hedonismo em nossas vidas. Se algum assunto erótico perturba nossa existência, iremos primeiro falar com nossos amigos mais próximos e tentaremos buscar soluções por nossa conta. “E tudo bem com isso”, diz Molero, “mas se a pessoa não encontra uma solução, acaba se conformando com uma sexualidade muito limitada. É o caso do vaginismo, uma das doenças que causam mais angústia porque a contração dos músculos vaginais torna a penetração impossível. A média de espera para se buscar um profissional é de 5 a 6 anos. Os casais procuram recursos e recorrem à masturbação mútua, o sexo anal, qualquer prática que não implique no coito. E isso serve para eles. Curiosamente, muitos casais decidem ir ao sexólogo quando querem ter filhos e ela pretende engravidar”.

Iván Rotella ressalta a ideia de que “deveríamos nos preocupar mais com nosso prazer, levá-lo em consideração e dar a ele o mesmo status que tem nossa saúde”. Em sua consulta, 50% de seus pacientes vão porque sofrem alguma disfunção, “nos homens tudo o relacionado ao pênis e nas mulheres a falta de desejo”. Fora do erótico, os outros 50% vão por problemas de relação de casal. “Na Espanha os casais precisam aprender a discutir, a lidar com seus problemas e a evitar que a rotina acabe no comando. Ultimamente recorrem aos nossos serviços muitos casais com diferentes horários de trabalho (a maioria trabalha por turnos), algo que está repercutindo muito negativamente em sua relação, já que não têm espaços para se encontrarem”.

No lado oposto aos desleixados, aos que postergam sua vida sexual a outras reencarnações por conta do trabalho, dos filhos e de qualquer outra desculpa, estão os hipocondríacos do erótico, que se autodiagnosticam com uma disfunção se não podem imitar Nacho Vidal. “Nessa esfera, a queixa mais comum entre os homens é não poder aguentar o tempo que eles consideram ‘ideal’ antes de ejacular. Existem muitos pretensos ejaculadores precoces que não o são por uma falsa ideia do que é uma relação sexual, fomentada em muitos casos por uma interpretação errônea da pornografia”, diz Rotella. “Muitas mulheres vêm porque querem realizar determinadas práticas que acham que devem executar, como por exemplo o sexo anal, mesmo não sendo prazerosas a elas. Tudo isso poderia ser evitado com uma educação sexual adequada, que não se reduz a ensinar as pessoas a colocarem uma camisinha, mas muito mais do que isso, e que passa também por uma educação sentimental”, diz o sexólogo.

“Se as pessoas se dessem conta de que a sexualidade é uma aprendizagem e, evidentemente, se existisse uma boa educação sexual nas escolas muitos problemas acabariam”, afirma Molero. Desde ideias errôneas sobre sexualidade a maus-tratos e violência doméstica. Conhecer o próprio corpo e saber suas reações é uma matéria a se resolver, existem muitas mulheres que não sabem se tiveram um orgasmo ou não. Em muitos casos não são anorgásmicas, mas têm expectativas muito altas e acham que o que experimentam é pouco comparado à sua ideia irreal do que é o clímax”.

Os dois profissionais têm a mesma opinião de que antes de ir a um sexólogo é preciso se informar um pouco e escolher alguém recomendado por uma associação de sexologia. “Os tratamentos podem ter até 10 ou 12 sessões. Geralmente em sexologia se utiliza muito a terapia cognitiva-comportamental, que é a que dá melhores resultados, mas em nosso centro fazemos uma mais integradora e incorporamos elementos da Gestalt, da terapia breve estratégica, do Sexocorporel e da hipnose Ericksoniana”.

O mistério familiar que alterou completamente a vida de Jack Nicholson

sábado, agosto 18, 2018

Sua mãe ou sua irmã? O mistério familiar que alterou a vida de Jack Nicholson

Em 1974, quando estava prestes a estrear ‘Chinatown’, o ator soube por jornalistas que sua família não era o que ele sempre havia acreditado



Primavera de 1974. O filme Chinatown, de Roman Polanski, está prestes a estrear nos Estados Unidos. A revista Time decide fazer uma reportagem de capa sobre seu protagonista, Jack Nicholson (Nova Jersey, 1937). Nicholson havia se destacado em Sem Destino (1969) e foi indicado ao Oscar por Cada um Vive como Quer (1970), o filme de Bob Rafelson que o transformou em estrela. E protagonizou mais um sucesso de crítica um ano depois com Ânsia de Amar, de Mike Nichols. Ao estrear Chinatown, Nicholson já era uma das estrelas mais intrigantes e magnéticas de Hollywood.

Jack nasceu e cresceu em Neptune, Nova Jersey. Seus pais eram John e Ethel May, respectivamente o limpador de vidros de uma grande rede de lojas e uma cabeleireira e pintora amadora em seus tempos livres. Nicholson também tinha uma irmã mais velha, June, que queria ser atriz, mas acabou conseguindo somente trabalhar como dançarina de bar após se mudar para Los Angeles.

Jack foi depois de June. Em 1954 se mudou à meca do cinema decidido a conseguir papéis como ator e não demorou a consegui-lo: em 1958 já participava de seu primeiro filme de baixo orçamento, The Cry Baby Killer. Infelizmente, June faleceu em 1963. Nessa época Jack já havia feito alguns filmes de terror de baixo orçamento em sua carreira, vários deles dirigidos pelo legendário Roger Norman. A família continuou diminuindo: sete anos depois morreu sua mãe, Ethel May. Quando começava a alcançar o sucesso e a fama, Jack Nicholson ficou sem mãe e irmã em pouco mais de cinco anos.

E agora é quando voltamos a 1974 e ao artigo da Time e devemos mudar o dramatis personae de toda essa história. Os jornalistas da revista que elaboravam o perfil sobre a vida de Jack Nicholson, que tinha à época 37 anos, só precisaram falar com alguns vizinhos, parentes e pessoas próximas para descobrir algo assombroso: que June não foi a irmã mais velha de Jack e sim sua mãe. E que Ethel May não foi sua mãe e sim sua avó.

Segundo o artigo, June tinha 17 anos quando ficou grávida. Estava solteira e não sabia com certeza quem poderia ser o pai da criança. Quando o pequeno Jack nasceu, os pais de June decidiram educá-lo como se fosse deles e dizer que June era sua irmã mais velha. A causalidade quis que Chinatown, o filme que Nicholson estreou quando soube da história, tivesse uma cena final em que (uma cena que entrou para a história) Faye Dunaway repete: “É minha irmã, é minha filha!”. Sua personagem, se descobre, foi estuprada pelo pai, de modo que sua filha é ao mesmo tempo sua filha e sua irmã.

É difícil imaginar como alguém pode lidar com a ideia de que os entes queridos com os quais cresceu não eram exatamente o que ele acreditava. E, o que é pior, que já não estão vivos para falar com eles e esclarecer as coisas. Jack Nicholson, entretanto, declarou anos depois que foi “um evento muito dramático, mas não o que eu chamaria de traumático. Depois de tudo, quando descobri quem era minha mãe, já era maduro psicologicamente. De fato, me esclareceu muitas coisas. Se senti alguma coisa foi, sobretudo, agradecimento”.

Mas quem foi o pai de Jack Nicholson? Uma biografia do ator publicada em 1994, Jack's Life: A Biography of Jack Nicholson (“A Vida de Jack: Uma Biografia de Jack Nicholson”) traz dois nomes: um é Eddie King, ator e colega de dança de June em seus tempos de dançarina. Seus vizinhos sempre comentaram, segundo o autor do livro, sobre a semelhança entre ele e Jack. Mas o mais provável é que o pai seja Don Furcillo-Rose, cantor e ex-namorado de June que reivindicou a paternidade, ainda que Nicholson sempre tenha se negado a realizar um teste que o comprovasse. Don morreu em 1998, mas pediu a sua filha, Donna Rose, que continuasse com sua campanha para ser reconhecido como o pai da estrela de Hollywood. Donna publicou um livro em 2001 chamado You Don’t Know Jack: The Tale of a Father Once Removed (“Você não conhece Jack: A História de um Pai Eliminado”). Ela morreu de câncer em 2005. Como uma colaboradora contou a Patrick McGilligan, autor de Jack’s Life, seu (possível) irmão Jack ligou para o hospital para falar com ela antes de sua morte.

Por que às vezes ficamos tristes após um bom sexo?

sábado, agosto 18, 2018

Mesmo os encontros mais prazerosos podem trazer consigo um pouco de tristeza, vulnerabilidade ou vazio. E os estudos mais recentes demonstram que os homens também sofrem dessa síndrome




Um dos muitos clichês do imaginário pós-sexo é o da mulher sensível e chorosa que verte algumas lágrimas depois do ato sexual, e agora mesmo me vem à cabeça a cena do after de As Pontes de Madison (1995), em que uma lagrimosa e triste dona de casa pede ao fotógrafo da National Geographic que lhe fale de algum lugar que ele tenha visitado, e ele escolhe a Itália, a pátria da protagonista. Mas certamente estou me esquecendo de muitas outras cenas do cinema com o mesmo argumento. Ele fuma um cigarro ou grava uma nova marca na coronha do seu revólver (metaforicamente falando, claro); enquanto isso, a mulher verte lágrimas de felicidade, culpa, vergonha ou arrependimento. Talvez tenha descoberto o prazer e percebido quanto tempo perdeu até agora, ou então os imperativos morais que lhe foram inculcados desde menina se fazem subitamente presentes, cobrando sua fatura. Ou pode ser que as expectativas tenham sido tão altas em comparação com a dura realidade que o golpe doa, ou que se confirme a teoria de que os sentimentos não são correspondidos como se esperava. A tristeza pós-sexo pode ter tantas explicações como indivíduos, embora não seja um assunto que tenha suscitado o interesse da ciência e, portanto, não se saiba muito a respeito dela.

Mas pelo menos ela já tem nome: disforia pós-coital, que denomina essa onda de tristeza, frustração, sensação de vazio ou medo do abandono que inunda algumas pessoas depois de praticarem o sexo, mesmo que ele tenha sido altamente prazeroso e com o parceiro desejado. Não dizem os franceses que o orgasmo é la petite mort (“a pequena morte”)? Não é verdade que cada morte, por menor que seja, exige seu funeral e suas lágrimas?

Recentemente, a revista The Journal of Sex & Marital Therapy publicou um estudo feito pela Universidade Tecnológica de Queensland (Brisbane, Austrália) que revelou que os homens também sofrem desse transtorno. A pesquisa, que incluía mais de 1.200 homens de diferentes países (EUA, Austrália, Reino Unido, Rússia, Nova Zelândia e Alemanha), chegou à conclusão de que 41% dos participantes haviam experimentado em algum momento de suas vidas essa tristeza passageira depois de transar; outros 20% admitiram que isso havia lhes ocorrido nas quatro semanas anteriores, e 4% declararam que isso lhes acontece com certa regularidade.

Em 2015, a revista The Journal of Sexual Medicine havia publicado outro estudo sobre o tema, dessa vez focado exclusivamente nas mulheres, com resultados ainda mais expressivos. Nesse trabalho, 46% das mulheres admitiam ter sentido sintomas de disforia pós-coital pelo menos uma vez na vida; 22% diziam sofrê-la de maneira mais habitual, e 5% a haviam experimentado várias vezes no mês anterior ao estudo.

A explicação biológica
Alguns especialistas procuram uma explicação química para esse fenômeno. Denise Knowles, terapeuta sexual e psicóloga de casais, por exemplo, relacionava num artigo no The Independent o estado de ânimo com a explosão de hormônios que inundam o organismo durante o sexo (endorfinas, oxitocina e prolactina). Segundo ela, o orgasmo libera uma grande quantidade de hormônios que promovem o vínculo afetivo e a sensação de bem-estar. Mas seus níveis se reduzem depois do orgasmo, voltando aos patamares habituais, o que causa um pequeno desarranjo.

Outros vão ainda além, como o psiquiatra Richard Friedman, que relaciona esse sentimento de tristeza e vulnerabilidade com a atividade da amígdala cerebral. Uma área do cérebro que regula emoções como medo, angústia e ansiedade. Friedman descobriu que sua atividade praticamente desaparece durante o sexo. Sua hipótese é que a reativação dessa área após o orgasmo traz de volta a angústia. Ou seja, o sexo inibe o vínculo das pessoas com seus problemas e medos por alguns instantes. Algo como as férias e a síndrome pós-férias que muitos experimentam depois de voltar ao trabalho.

Já a sexóloga e psicóloga Gloria Arancibia Clavel enfatiza mais os aspectos psicológicos ao falar sobre esse fenômeno. “Dar nome a uma coisa já é sinônimo de patologização, e eu não acho que seja um problema que afete a maioria das pessoas. Muito poucas pessoas comentam sobre isso durante a consulta. Outra coisa que me incomoda é o adjetivo pós-coital, que coloca a penetração como elemento central e já sabemos que uma relação sexual não precisa necessariamente incluí-la. Também não se sabe se os estudos levaram em consideração homossexuais e bissexuais; e, para terminar, experimentar certa tristeza ou emoção não precisa ser algo negativo. Pode induzir à reflexão ou introspecção. Pessoalmente, acredito que o lado hormonal, embora exista, afeta muito pouco e que as causas são mais culturais ou psicológicas. Com exceção, é claro, de quem sofreu abuso sexual, mas isso seria porque já existe um trauma anterior.”

Rosa, heterossexual, de 58 anos, Madri, reconhece ter derramado algumas lágrimas depois de um encontro. “Especialmente por causa da emoção. É como quando você vê uma notícia ou um filme e chora, mas isso não me incomoda, pelo contrário.”

O 'pós-sexo' são as preliminares da próxima relação
Dos diferentes estágios do ato sexual (desejo, excitação, platô, orgasmo), o estágio posterior é o menos estudado pela ciência e o menos cultivado entre os amantes. “No entanto”, diz Arancibia, “eu a trabalho muito, especialmente em casos de falta de desejo, porque o pós-sexo são as preliminares da próxima relação, e a falta de desejo tem muito a ver com experiências anteriores. Nós não sabemos como terminar o jogo e cometemos muitos erros. Existem todas as construções culturais em torno do sexo com suas falsas expectativas. Também temos medo de expressar ou sentir afeto, de sermos tachados de inseguros ou que pensem que “ficamos muito apegados”. Há também, neste aspecto, muita falta de auto-estima, “eu não mereço”, e até mesmo ignorância da fisiologia ou da resposta erótica. Por exemplo, os homens tendem a adormecer mais cedo porque seu processo de excitação é diferente do das mulheres. Eles sobem muito rápido e também caem de repente e isso os deixa sonolentos. A mulher volta mais devagar, o que também lhe dá a capacidade de ser multiorgásmica. Portanto, se ele dorme antes, não é porque ele é egoísta e não se importa com sua parceira.”

Na opinião dessa sexóloga, uma das missões mais importantes do sexo é a conexão afetiva, que geralmente é feita nesse estágio.

A maioria das experiências de Rosa, ao longo da vida, com o pós-sexo são traduzidas como “homens correndo para ir embora”. Não pode ficar um pouco mais, para conversar? É como se estivessem pensando “vamos ver se vai acreditar em alguma coisa!” Muitos estão na defensiva e é como colocar o esparadrapo antes da ferida. Talvez seja o típico medo de compromisso que faz com que alguns sejam extremamente secos. Não há razão para ser assim. Nem mesmo com sexo casual. Você pode não ver a outra pessoa novamente, mas não há nada de errado em demonstrar algum afeto e adotar uma etiqueta sexual.”

Há também o vazio após qualquer missão cumprida. E aqueles que concebem o sexo como uma competição (homens e mulheres) na qual é preciso fazer muitas performances com o maior número possível de parceiros podem ser mais suscetíveis a esse sentimento de vazio. O capitalismo sexual exige quantidade sobre qualidade, consumo e produtividade. É como os acometidos pela febre consumista, nunca se sentem totalmente satisfeitos com suas compras. Há sempre uma liquidação à qual você tem que ir, uma nova loja que abriu, um novo item imprescindível em suas vidas absurdas, mas caras.

Vaticano sabia dos abusos sexuais na Pensilvânia pelo menos desde 1963

sábado, agosto 18, 2018

Santa Sé se mostrou tolerante diante de alguns dos casos de pedofilia, mas é impossível saber se tinha conhecimento de todos os detalhes




A investigação da Pensilvânia, que relata os abusos sexuais a mais de 1.000 menores de idade por mais de 300 religiosos durante sete décadas, revela que pelo menos desde 1963 o Vaticano conhecia alguns desses casos e se mostrou tolerante, mas é impossível saber se tinha conhecimento de todos os detalhes. Após dois dias de silêncio, a Santa Sé mostrou na quinta-feira “sua vergonha” pelos abusos “criminosos” nos Estados Unidos e afirmou que “responsabilidades deveriam ser assumidas”.

A palavra Vaticano aparece 45 vezes no pavoroso relatório do grande júri da Pensilvânia, que revela uma máquina de silêncio e encobrimento diante dos excessos dos religiosos. A Congregação para a Doutrina da Fé, o órgão encarregado de defender a correta doutrina da Igreja católica, é mencionada 14 vezes e a Santa Sé, 11. A partir da leitura do documento de 1.356 páginas se infere que Roma foi informada diversas vezes tanto dos abusos sexuais como do fato de que a Igreja norte-americana estava encobrindo padres pedófilos.

Ao revelar na terça-feira as descobertas da investigação, o promotor geral da Pensilvânia, Josh Shapiro, alertou que os padrões de encobrimento “se estendem em alguns casos até o Vaticano”. A primeira vez que o Vaticano é mencionado no relatório é em 1963 e a última em 2015, quando o papa Francisco já estava à frente da principal instituição do catolicismo e foram prometidas reformas contra os abusos. No caso de 2015, o Vaticano deu luz verde a um pedido de afastamento de um padre acusado de crime de pornografia infantil. Um ano antes, entretanto, não se manifestou sobre a decisão da diocese de Allentown de não afastar do sacerdócio um religioso que, nos anos oitenta, tocou nos genitais de um menino de 13 anos.

O primeiro caso que o Vaticano tomou conhecimento há mais de meio século se refere ao padre Raymond Lukac, da diocese de Greensburg. Em 1963, Lukac acumulava pelo menos três queixas conhecidas de abusos sexuais e várias sobre tratamento inapropriado a menores em diferentes cidades apesar de ter prometido melhorar seu comportamento. Teve uma relação com um organista de 18 anos, se casou sendo padre e teve um filho com uma jovem que ele conheceu quando ela tinha 17, além de abusar de outra menina de 11 anos.

Com esses antecedentes, o bispo de Greensburg, William Connare, se comunicou com o Vaticano em outubro de 1963. Lukac trabalhava à época em um centro religioso nos subúrbios de Chicago e, por sua má conduta anterior, não podia escutar confissões. Ele pediu a Connare para que todas as suas funções fossem restauradas e Connare o fez em pessoa à Santa Sé, que deu sua aprovação. “Enquanto estava em Roma, revisei os detalhes de seu caso com o Santo Ofício e obtive essas faculdades ao padre Lukac”, disse Connare depois em uma carta, em que esclareceu que era uma permissão para pelo menos um ano.

Em seu relatório, o grande júri da Pensilvânia concluiu que “os bispos que colaboraram para manter Lukac em atividade no sacerdócio o fizeram sabendo que ele significava um risco à população e foram, portanto, cúmplices com o abuso que ele cometeu”.

Existem outros exemplos. O atual arcebispo de Washington, Donald Wuerl, escreveu uma carta ao Vaticano na qual informou que padres da que era à época sua diocese, a de Pittsburgh, haviam sido acusados de cometer abusos sexuais em menores. Conhecido na cúria por sua aparente tolerância zero aos abusos e criticado fora dela por encobrir padres pedófilos, Wuerl definiu a pedofilia como algo “incurável” e afirmou que os paroquianos tinham direito a mais informação.

Readmissões
Apesar dessa declaração ao Vaticano “sobre a natureza séria e criminosa do problema”, na prática Wuerl permitiu que um padre pedófilo, Ernest Paone, que anteriormente foi obrigado a tirar uma licença e se afastar de suas vítimas, fosse transferido diversas vezes a outras dioceses. Wuerl acabou aceitando a renúncia de Paone em 2003, mas permitiu que ele recebesse a aposentadoria.

Por outro lado, em 1988 Wuerl afastou outro religioso após uma vítima apresentar uma denúncia por abuso. Cinco anos depois, entretanto, o Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, maior instância vaticana, ordenou que fosse readmitido ainda que depois tenha voltado atrás na decisão. Pouco antes das revelações do relatório da Pensilvânia, o atual arcebispo de Washington afirmou que o documento seria crítico com algumas de suas ações, mas defendeu que “agiu com diligência, preocupação pelos sobreviventes e para prevenir futuros abusos”.

As técnicas usadas pelos bispos da Pensilvânia para calar as vozes críticas e as denúncias de envolvidos e familiares incluíam o afastamento dos padres pedófilos, sua “secularização”, licenças e tratamentos em centros de saúde mental, entre outras coisas. De acordo com o grande júri, o Vaticano esteve em contato com vários bispos da Pensilvânia e recebeu informação sobre os casos de abusos, mas o relatório nem sempre detalha quais foram as repercussões desses comunicados. Em 1988, por exemplo, uma mulher enviou uma carta à diocese de Pittsburgh e ao Vaticano para pedir ajuda contra o abusador de seu filho, e nunca recebeu resposta.

UMA “CATÁSTROFE MORAL”

O presidente da conferência episcopal norte-americana, Daniel DiNardo, afirmou na quinta-feira que a Igreja sofre uma “catástrofe moral” após as revelações de abusos na diocese da Pensilvânia e a decisão do Vaticano, no final de julho, de afastar Theodore McCarrick, arcebispo emérito de Washington, acusado de cometer abusos contra menores décadas atrás sem que isso o impedisse de subir na hierarquia das instituições católicas.
Em um duro comunicado, DiNardo, no cargo desde 2016, afirmou que uma das “raízes” do problema é o “fracasso da liderança episcopal” e pediu para que seja muito mais fácil denunciar abusos e que as respostas sejam mais rápidas e transparentes. Somente o Papa tem o poder de disciplinar e expulsar bispos.
“O mecanismo para abordar uma queixa contra um bispo deve estar livre de ingerências”, pediu. “Não tenho ilusões sobre o alcance do dano que esses pecados e fracassos causaram na confiança nos bispos”.
Em um duro comunicado, DiNardo, no cargo desde 2016, assegurou que uma das “raízes” do problema é o “fracasso na liderança episcopal” e pediu que seja bem mais fácil denunciar abusos e que as respostas sejam mais rápidas e transparentes. Só o Papa tem a potestade de disciplinar ou expulsar a bispos.
“O mecanismo para abordar uma queixa contra um bispo deve estar livre de interferências”, reclamou. “Não me faço ilusões sobre o alcance do dano que estes pecados e fracassos causaram na confiança nos bispos”.

Produção e vendas de aço sobem no Brasil em julho sobre um ano antes

sábado, agosto 18, 2018

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de aço bruto e as vendas da liga no Brasil em julho cresceram na comparação com o fraco ritmo de um ano antes, mas mantiveram desempenho morno frente aos números do mês anterior, ainda afetadas por impactos da greve dos caminhoneiros e da lentidão da economia.

Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), a produção de julho somou 3 milhões de toneladas, crescendo 6,7 por cento no comparativo anual, mas praticamente estável sobre as 2,92 milhões de toneladas de junho. Já as vendas no mercado interno subiram 13 por cento ante julho de 2017, para 1,6 milhão de toneladas, mas caíram quase 9 por cento frente a junho.

“Os dados não mudaram. Ainda mostram crescimento na comparação anual, mas representam decréscimo em relação ao que estávamos prevendo no início do ano”, disse o presidente-executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes.

Em julho, o IABr cortou projeções para produção, vendas internas e exportações de 2018. A previsão de crescimento da produção de aço bruto deste ano passou de 8,6 por cento para 4,3 por cento, a 35,84 milhões de toneladas. A expectativa de alta das vendas no mercado interno foi reduzida de 6,6 por cento para 5 por cento, a 17,74 milhões de toneladas.

“Esse crescimento ainda é insuficiente para recuperar as quedas acumuladas nos últimos anos”, disse Lopes, citando que as vendas internas de aço no Brasil acumulam queda de 27 por cento nos últimos cinco anos.

Segundo o IABr, o consumo aparente, que considera vendas de produção local e importações no mercado interno, cresceu 12 por cento ano a ano em julho, para 1,8 milhão de toneladas, mas ficou abaixo das 2 milhões de toneladas registradas em junho.

Lopes disse que a defesa do setor industrial brasileiro será uma das principais pautas de um congresso do IABr na próxima semana, a menos de dois meses da eleição presidencial. “Qualquer que seja o presidente eleito, a primeira e mais urgente demanda é que a indústria seja priorizada no país”, disse o executivo, acrescentando que isso passa por temas como retorno do programa Reintegra, voltado a exportações, e defesa comercial.

Em julho, as exportações de aço do Brasil somaram 984 mil toneladas, queda de 8 por cento ante mesmo período de 2017. Em valores, as vendas externas foram de 627 milhões de dólares, alta anual de 13,4 por cento.

Essa contradição reflete a entrada em vigor do regime de cotas de exportação aos Estados Unidos, que pesou nos volumes, contrabalançado pela elevação de preços do aço no mercado global provocado em parte pela guerra comercial iniciada pelos EUA.

Lopes comentou que o Brasil segue discutindo ajustes ao acerto de cotas definidos com os EUA, algo que inclui produtos como “steel cord” (malha de aço usada em pneus) e exportações temporárias, em que o produto é levado aos EUA para ser beneficiado antes de ser exportado para outro destino.

“Steel cord não faz sentido ter cota porque não é produzido nos EUA e nem no Nafta. Também não faz sentido colocar cotas sobre as exportações temporárias”, disse Lopes, acrescentando que representantes comerciais do Brasil estiveram nos últimos dias nos EUA para manifestar estes pontos e que o país aguarda uma resposta norte-americana.

Questionado sobre a série de graves acidentes ocorridos em siderúrgicas do Brasil nos últimos dias, Lopes disse que o tema segurança do trabalho é o principal ponto de atenção de reuniões da entidade e negou que ocorreram por falta de investimentos.

“Houve, infelizmente, num curto espaço de tempo uma coincidência de fatos que não se tem como controlar. Temos que esperar para avaliar as causas, mas não cabe qualquer tipo de avaliação de negligência ou de falta de priorização de investimentos. Segurança sempre é questão prioritária para o setor”, disse o presidente-executivo do IABr.

Nesta sexta-feira, a Usiminas afirmou que a explosão de um gasômetro que feriu 34 pessoas na usina de Ipatinga (MG) na semana foi causada por entrada indevida de ar atmosférico no equipamento.

Um funcionário terceirizado morrera dias antes na usina mineira. Na última segunda-feira, um trabalhador de empresa contratada pela Usiminas teve o braço amputado após acidente em atividade de manutenção. Na véspera, morreu no hospital um funcionário da CSN que teve queimaduras em mais de 80 por cento do corpo num acidente na usina da empresa em Volta Redonda (RJ).

Petrobras vê risco de desabastecimento de diesel com nova fórmula proposta por ANP para subsídio

sábado, agosto 18, 2018

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras avalia que a nova fórmula proposta pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para calcular o preço de referência para a concessão de subsídios ao diesel, a partir de 31 de agosto, poderia trazer risco de desabastecimento ao país.

O programa foi criado em junho, como resultado da greve histórica de caminhoneiros, contra os altos preços do diesel. No início, foi utilizada como referência um preço da Petrobras antes da intensificação dos protestos de maio.

Mas posteriormente a ANP definiu que uma nova fórmula seria estabelecida a partir de 31 de agosto.

Durante audiência pública para discutir o novo cálculo proposto pela autarquia, o gerente-executivo de Marketing e Comercialização da Petrobras, Guilherme França, defendeu que a autarquia mantenha a atual metodologia de cálculo do subsídio.

Ao se inscreverem para participar do programa, empresas precisam congelar os preços do diesel em patamares estipulados pelo governo, contando que serão ressarcidos em até 30 centavos de reais por litro, dependendo das condições de mercado.

No entanto, a fórmula apresentada pela autarquia para vigorar a partir de 31 da agosto não foi bem recebida pelo mercado.

A principal crítica é que o cálculo levaria a uma redução do preço de referência praticado atualmente, principalmente por não considerar custos de internalização de diesel importado, considerando apenas custos até o porto.

“A gente vê muita dificuldade. Acho que vai inviabilizar a oferta de produto importado no âmbito do programa de subvenção. A própria Petrobras, com o regime de govenança que ela tem hoje, eu tenho dúvidas se eu teria autorização da diretoria executiva para importar produto com risco grande de prejuízo”, disse França, durante sua apresentação.

O executivo ressaltou que a proposta da ANP gera um “potencial risco de desabastecimento”.

Para a Petrobras, o preço a ser definido pelo programa de subvenção precisa levar em consideração todos os valores empenhados por uma empresa que está importando o produto até seu ponto de venda.

“Não vemos como ter uma racionalidade econômica o preço da subvenção ser o preço na costa, que é o mais barato de todos. Teria que ser o preço médio de toda a região”, disse França.

A Petrobras defende que seja mantida a atual metodologia de cálculo. Apesar de ponderar que “não é o ideal”, França afirmou que as empresas já estão acostumadas e aprenderam a lidar com ela.

A Plural, associação que representa as distribuidoras de combustíveis no Brasil, foi na mesma linha.

Em sua contribuição à consulta pública, afirmou em documento que “a fórmula paramétrica proposta pela ANP, contudo, promove um desajuste nos preços de referência, pois não consegue abarcar todos os custos incorridos no processo de importação, provocando distorção nas condições de competição no mercado de diesel”.

Também presente da audiência pública, o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sergio Araújo, afirmou que a metodologia apresentada pela ANP piora ainda mais o cenário do programa de subsídios, que segundo ele já vem prejudicando as suas nove empresas associadas, por ter fixado um valor de referência abaixo do ideal.

A ANP, que realizou a audiência pública nesta sexta-feira, pode levar em consideração as reclamações dos agentes do setor para a criação de uma resolução que vai regulamentar a metodologia do cálculo.

Pelas regras implementadas pelo governo federal, contudo, o programa de subsídio ao diesel deve durar até o final do ano.

Comitê de Direitos Humanos da ONU diz que Lula deve ter todos os direitos políticos

sábado, agosto 18, 2018

BRASÍLIA (Reuters) - O Comitê de Direitos Humanos da ONU afirmou, nesta sexta-feira, que o Estado brasileiro deve garantir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o exercício de todos os direitos políticos mesmo que na prisão, incluindo o acesso a membros do seu partido e à imprensa, e que não o impeça de concorrer nas eleições de 2018 até que todos os recursos judiciais pendentes sejam analisados.

O comitê alega ter concluído que “os fatos indicam a possibilidade de dano irreparável aos direitos do autor da ação”, e por isso a exigência de que seja garantido a Lula o exercício de seus direitos políticos “até que todos os recursos sobre sua condenação tenham sido completados em procedimentos judiciais imparciais e sua condenação seja definitiva”.

Mais tarde, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro disse que as conclusões do comitê não possuem efeito juridicamente vinculante e que o teor da deliberação será encaminhado ao Poder Judiciário.

“O Brasil é fiel cumpridor do Pacto de Direitos Civis e Políticos. Os princípios nele inscritos de igualdade diante da lei, de respeito ao devido processo legal e de direito à ampla defesa e ao contraditório são também princípios constitucionais brasileiros, implementados com zelo e absoluta independência pelo Poder Judiciário”, afirmou o Itamaraty em nota.

Lula está preso em Curitiba desde o início de abril cumprindo pena de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP) no âmbito da operação Lava Jato, e deve ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente nega ter cometido qualquer irregularidade.

A decisão do comitê da ONU, assinada por dois especialistas da comissão de direitos humanos da organização, Sarah Cleveland e Olivier de Frouville, destaca que “nenhuma decisão foi tomada pelo comitê sobre a substância do tema considerado”. A decisão pede ainda que, para evitar danos maiores que não poderão ser reparados posteriormente, medidas sejam tomadas pelo governo brasileiro.

“Essa é uma decisão muito bem-vinda que demonstra como os direitos humanos podem auxiliar no processo democrático. Lula foi condenado por um juiz hostil no que foi, na minha visão, uma acusação espúria. Ele tem sido mantido em um confinamento virtualmente solitário para que não pudesse fazer campanha e possivelmente seria desqualificado para concorrer com base nessa condenação antes que pudesse vê-la revogada em uma decisão final”, disse o advogado Geoffrey Robertson, responsável pelas ações de Lula na ONU e em fóruns internacionais.

De acordo com a defesa de Lula, o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.

Em 2º debate entre presidenciáveis, Ciro mira Alckmin e Marina tem forte embate com Bolsonaro

sábado, agosto 18, 2018

SÃO PAULO (Reuters) - No segundo debate entre os principais candidatos à Presidência da República, realizado nesta sexta-feira pela RedeTV e pela revista IstoÉ, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, buscou polarizar com Geraldo Alckmin, do PSDB, e o embate mais duro do encontro ficou por conta de um duelo entre Marina Silva, da Rede, e Jair Bolsonaro, candidato do PSL.

Pela segunda vez, o debate entre os postulantes ao Palácio do Planalto não contou com um representante do PT, depois que a Justiça Eleitoral rejeitou pedido do partido para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba e lidera as pesquisas, participasse do encontro.

A organização do debate chegou a colocar um púlpito para Lula, mas ele foi retirado do estúdio, de acordo com a RedeTV, por decisão da maioria dos oito presidenciáveis presentes. Apenas o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, defendeu a manutenção do púlpito no estúdio.

No duelo mais duro do debate, Bolsonaro indagou Marina sobre a posição dela a respeito do porte de arma. A candidata da Rede se declarou contrária ao porte de arma de fogo, mas usou a maior parte do tempo de resposta para criticar o rival que, pouco antes, ao responder pergunta do candidato do MDB, Henrique Meirelles, disse que não era necessário se preocupar com a diferença de salários entre homens e mulheres, pois a igualdade está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor do que um homem e ter as mesmas capacidades, a mesma competência e ser a primeira a ser demitida, ser a última a ser promovida e quando vai a uma fila de emprego, pelo simples fato de ser mulher, não é aceita. Não é uma questão de que não precisa se preocupar. Tem que se preocupar, sim”, disparou Marina.

“Precisa se preocupar, sim. O presidente da República está lá para combater injustiça”, acrescentou.

Bolsonaro rebateu atacando Marina por sua defesa de plebiscitos para decidir questões como eventuais mudanças na legislação sobre o aborto e legalização da maconha.

“Temos aqui uma evangélica que defende o plebiscito para aborto e para maconha, e quer agora defender a mulher. Você não sabe o que é uma mulher, Marina, que tem um filho jogado no mundo das drogas”, disse Bolsonaro, que chegou a afirmar que a adversária não podia interrompê-lo quando ela fez uma tentativa neste sentido.

Marina rebateu, então, mirando no estilo de Bolsonaro.

“Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, nós educamos os nossos filhos. A coisa que uma mãe mais quer é ver o filho ser educado para ser um cidadão de bem e você fica ensinando os nossos jovens que tem que resolver as coisas é na base do grito”, criticou.

“Numa democracia, o Estado é laico”, completou, ao rebater as críticas do adversário sobre a ideia de plebiscitos sobre aborto e a legalização da maconha.

Chamado ao palco logo em seguida para fazer uma pergunta ao candidato do Patriota, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos aproveitou o embate anterior para mirar em Bolsonaro.

“Quero parabenizar você, Marina, por ter colocado o Bolsonaro no seu lugar”, disse.

CIRO X ALCKMIN
Nos momentos em que o encontro enveredou para discussões sobre economia e emprego, Ciro buscou perguntar a Alckmin e, em tom ameno, pontuar diferenças de propostas que tem com o tucano.

“Governador Alckmin não me leve a mal, mas nós precisamos esclarecer aí umas diferenças de compreensão do Brasil. Então se vossa excelência me permite, o convido novamente ao palco, para não dizer ringue”, disse Ciro em um dos momentos em que chamou Alckmin para o embate.

Em um outro momento de duelo entre ambos, Alckmin afirmou que o PSDB fez o Plano Real, na época em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi ministro da Fazenda.

Ciro rebateu a afirmação: “Quem fez o Plano Real foi o Itamar Franco, presidente muito injustiçado”, disse o pedetista.

Alckmin então respondeu. “Toda a homenagem ao presidente Itamar Franco”, disse. “Ele acertou quando trouxe o Fernando Henrique”, acrescentou.

PÚLPITO DE LULA
Principal ausente da noite, Lula, que deve ser impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa, foi citado apenas duas vezes: em uma pergunta do candidato do Podemos, Alvaro Dias, a Marina, e em um comentário de Bolsonaro sobre a retirada do púlpito destinado ao petista.

“O político inelegível não é um preso político, é um político preso”, disse Dias sobre Lula. “Não há como admitir essa vergonha nacional de uma encenação de uma candidatura que não pode existir”, acrescentou ele, ao indagar Marina sobre sua opinião sobre este tema.

A candidata da Rede se disse comprometida com o combate à corrupção e aproveitou para alfinetar Alckmin, que fechou coligação com várias legendas que foram da base de governos petistas e do governo do presidente Michel Temer.

“Este púlpito vazio já está preenchido pelos mesmos que estavam no palanque anterior, já no palanque do candidato do PSDB. É por isso que eu digo, Alvaro, aqueles que criaram o problema, não vão resolver o problema.”

No segundo momento em que Lula foi citado, Bolsonaro elogiou a RedeTV pela retirada do púlpito destinado a Lula.

“Quando aqui cheguei havia um púlpito que ninguém ocupava. Naquele espaço estava escrito ‘Luiz Inácio Lula da Silva’. Então junto à direção, fiz esse questionamento e quero agradecer à RedeTV por ter retirado o púlpito do Lula. Não podemos dar espaço aqui para um bandido condenado por corrupção”, disse Bolsonaro.

A organização do debate voltou a esclarecer, então, que o púlpito foi retirado por decisão de todos os participantes, com exceção de Boulos.

Meirelles, que tem tido dificuldade de ter desempenho significativo nas pesquisas, buscou dizer que não é político e que, quando ocupou posições-chave na condução da economia, 12 milhões de empregos foram criados. Tentou ainda polarizar em vários momentos com Bolsonaro, como quando indagou o rival sobre disparidade salarial entre gêneros.

Boulos mirou em Meirelles, a quem chamou de “banqueiro”, e Alckmin, voltando a se referir a “50 tons de Temer” em seus rivais.

Assim como no debate anterior, realizado na semana passada pela TV Bandeirantes, Cabo Daciolo manteve um discurso em tom religioso, sempre levando uma Bíblia na mão e dando “glória” a Jesus Cristo.

Em primeiro ato de campanha de Haddad, presidente de partido que apoia Alckmin pede voto para Lula

sábado, agosto 18, 2018

BRASÍLIA (Reuters) - No primeiro ato de rua da campanha do candidato a vice-presidente da chapa do PT, Fernando Haddad, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, partido que integra a coligação do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, pediu voto para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao lado de Haddad em um palco em Teresina, na capital do Piauí, Ciro Nogueira disse que o fato de a campanha petista começar pelo Piauí mostra o “diferencial” de Lula, o “carinho” que tem pelos mais pobres e pelo desenvolvimento do Nordeste.

Ele também agradeceu a Haddad, a quem chamou de “vice-presidente” e “ministro” —numa referência ao fato de ele ter ocupado a pasta da Educação nas gestões de Lula e de Dilma Rousseff.

“Nós não podemos perder essa chance, minha gente, e é por isso que estamos aqui ao lado de Fernando Haddad, ao lado de Wellington (Dias, governador do Estado, candidato à reeleição e filiado ao PT) candidato, de Regina Sousa (senadora e candidata a vice-governadora), porque nós sabemos que temos de devolver a esperança ao povo do Piauí”, disse Ciro.

O presidente do PP, que é candidato à reeleição ao Senado, disse estar ao lado de Wellington Dias para que ele devolva a esperança ao povo e destacou que, se depender da população local, o país terá sim Lula “presidente de novo”.

Ciro Nogueira firmou uma aliança no Estado para tentar se reeleger ao Senado, apoiando a chapa petista encabeçada por Wellington Dias e para a segunda vaga ao Senado o deputado federal pelo MDB Marcelo Castro, que foi ministro da Saúde de Dilma.

No plano nacional, contudo, o PP fechou apoio a Alckmin e ainda indicou a candidata a vice do tucano, a senadora Ana Amélia (RS).

“Vamos em frente, é Lula, Haddad, Wellington, Regina, Ciro (Nogueira) e Marcelo, para o bem do Piauí, vamos em frente!”, afirmou o presidente do PP.

Lula —que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto e é extremamente popular no Nordeste— está preso desde abril cumprindo pena pela condenação no processo do tríplex do Guarujá (SP). O petista provavelmente terá a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa e Haddad deve substituí-lo na cabeça de chapa petista.

PERSEGUIÇÃO
Em sua primeira agenda na rua após ser oficializado vice de Lula, Haddad —ainda pouco desenvolto no palanque— disse ter trazido a Welligton Dias um recado do ex-presidente. Afirmou que Lula é “candidatíssimo” e que vai governar junto com ele.

O candidato a vice aproveitou a fala para citar a decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que, mais cedo, afirmou que Estado brasileiro deve garantir a Lula o exercício de todos os direitos políticos mesmo que na prisão, incluindo o acesso a membros do seu partido e à imprensa, e que não o impeça de concorrer nas eleições de 2018 até que todos os recursos judiciais pendentes sejam analisados.

Segundo Haddad, a “maior autoridade” mundial disse que o ex-presidente “não pode ser mais perseguido” e protestou. “Todas as autoridades brasileiras estão querendo evitar o inevitável, que o Lula volte ao Planalto”, disse.

O vice petista disse que é preciso recuperar a “soberania” nacional e popular e que, fora isso, é cassar o direito do povo. “O Lula vai lutar até a ultima gota de suor para ser candidato a presidente, com todas as forcas, e já disse, ‘não vou trocar minha dignidade pela minha liberdade’”, afirmou.

Nesta semana, governadores petistas e aliados pressionaram para que Haddad começasse a fazer atos de rua para se tornar conhecido e, em reunião com esse grupo, ficou decidido que o candidato a vice iniciaria esse périplo pelo Nordeste. Nos próximos dias, ele deve visitar outros Estados da região, como Bahia e Ceará.

Tite renova seleção com nomes como Pedro, Paquetá, Éverton e Pereira para amistosos

sábado, agosto 18, 2018


RIO DE JANEIRO (Reuters) - O técnico Tite optou por fazer mudanças em sua primeira convocação para amistosos após a Copa do Mundo da Rússia e chamou jogadores jovens como o atacante Pedro e o meio-campista Lucas Paquetá para os jogos com Estados Unidos e El Salvador, excluindo atletas que foram titulares no Mundial como Marcelo, Gabriel Jesus e Paulinho.

A lista divulgada nesta sexta-feira pelo treinador na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem ainda entre as novidades o goleiro Hugo, do Flamengo, os meia Andreas Pereira, do Manchester United, e o zagueiro Felipe, do Porto. Também foi convocado o meio-campista Arthur, do Barcelona, que não esteve no Mundial.

“Esse é o momento para observar esses jogadores”, disse Tite em entrevista coletiva durante a convocação para as partidas que acontecerão nos dias 7 e 11 de setembro.

Apesar da renovação, Tite manteve diversos nomes que foram titulares no Mundial da Rússia, com destaque para Neymar, Thiago Silva, Philippe Coutinho e Renato Augusto.

Veja a lista de convocados:

GOLEIROS
Alisson (Liverpool)

Hugo (Flamengo)

Neto (Valencia)

LATERAIS
Dedé (Cruzeiro)

Alex Sandro (Juventus)

Fabinho (Liverpool)

Fágner (Corinthians)

Felipe (Porto)

Filipe Luís (Atlético do Madri)

Marquinhos (PSG)

Thiago Silva (PSG)

MEIO-CAMPISTAS

Andreas Pereira (Manchester United)

Arthur (Barcelona)

Casemiro (Real Madrid)

Fred (Manchester United)

Lucas Paquetá (Flamengo)

Philippe Coutinho (Barcelona)

Renato Augusto (Beijing Gouan)

ATACANTES
Douglas Costa (Juventus)

Everton (Grêmio)

Firmino (Liverpool)

Neymar (PSG)

Pedro (Fluminense)

Wiilian (Chelsea)

Barroso vai relatar "pacote" do registro de Lula, inclusive pedidos de impugnação

sábado, agosto 18, 2018
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai relatar o processo de registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também apreciar todas os pedidos de impugnação apresentados até o momento para impedir o petista de concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

Nesta sexta-feira, o ministro Admar Gonzaga já decidiu redistribuir três das quatro contestações à candidatura de Lula. Duas delas já estão com Barroso e uma está com a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que seguirá o caminho das anteriores e também será encaminhada ao colega dela de tribunal. A quarta terá o mesmo destino.

Com isso, Barroso ficará com sete impugnações de Lula, porque já constam do processo de registro três pedidos para barrar o ex-presidente: um do Ministério Público Eleitoral; outro da coligação liderada pelo candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro; e mais um do partido Novo.

Todas essas definições ocorreram após o pedido de Barroso para que Rosa Weber definisse quem seria o relator. Isso se deu depois de os advogados de Lula terem defendido que a presidência do TSE deveria se posicionar sobre quem seria relator do caso, se Barroso, designado para relatar o registro do ex-presidente, ou Admar Gonzaga, para quem foi distribuída a primeira impugnação à candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa.

“Registro o louvável acerto da decisão proferida pela ministra Rosa Weber, quanto à manutenção da distribuição do Drap (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) e consequente prevenção aos pedidos de registro ao ministro Luís Roberto Barroso”, escreveu Admar, em uma das decisões de redistribuição das impugnações.

PRAZOS
Nesta sexta-feira foi publicado o edital com o registro da candidatura do ex-presidente.

Pelas normas, a partir de sábado começa a contar o prazo de cinco dias para que todas as impugnações sejam apresentadas — esse prazo se encerra na próxima quarta-feira, dia 22.
Em um pedido ao TSE apresentado na quinta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou antecipar a contagem do prazo para as impugnações a Lula. Na qualidade de chefe do MP Eleitoral, Dodge foi autora de uma das sete impugnações que até esta sexta-feira já contestaram a candidatura do ex-presidente.

Os pedidos apresentados ao TSE querem barrar a candidatura de Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto mesmo estando preso desde abril, por considerar que o ex-presidente virou “ficha suja” após ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no processo do tríplex do Guarujá (SP).

Após o prazo de contestação da candidatura, a defesa do ex-presidente terá sete dias para rebater as alegações. Ainda há cinco dias para as partes apresentarem alegações finais. Encerrada toda essa etapa, a matéria volta ao relator, que poderá tomar uma decisão sozinho ou levar ao plenário para decidir.
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12 horas de terror em Ibaiti Paraná

quinta-feira, agosto 16, 2018



A rebelião dos presos em Ibaiti que teve início às 21h de terça-feira (14) durou 12 horas, com terror e medo para moradores. Um agente da cadeia que trabalhava no horário noturno foi feito refém, depois dos rebelados tomarem sua arma, e entrarem em luta corporal, quebrando um dos seus dedos.

No começo da rebelião a Policia Civil havia informado que eram dois reféns, mas ficou confirmado que apenas um agente da Cadeia Pública esta no poder dos rebelados. Após a policia dar fim ao motim, feito a contagem do presos ficou confirmado à fuga de 28 detentos. À Cadeia Pública de Ibaiti tem  capacidade para abrigar 30 internos, mas no momento da rebelião o numero de internos era de 161. Segundo informações.

A Rebelião

Por volta das 21 horas, dois agentes da Cadeia Pública estavam de plantão. Um dos plantonistas sai para atender uma ocorrência de transito. O agente que permaneceu no recinto da cadeia foi dominado pelos detentos,  após eles quebrarem a fechadura da cela.

Com a maioria dos detentos estando no pátio, fundos da delegacia; foi arrombado o portão lateral para rota de fugas dos detentos. Assim estava instalado a desordem,  iniciando com o incêndio e, a destruição de todas as salas com seus equipamentos. "Principalmente de Informática" que, teve perca total. Os locais menos atingidos foram as salas do delegado e do escrivão. Disse Pedro Dini.

Dois carros da Polícia Civil foram destruídos, um apedrejado, e outro incendiado. uma moto de propriedade do agente da delegacia foi furtado.  Foi encontrado uma arma de brinquedo na rua, próximo ao portão lateral da delegacia.


A Perícia

Segundo o delegado, após a perícia poderá ser feito uma avaliação que irá apontar sobre a perda de inquéritos policiais, e furto de arma de fogo  e como se dará o atendimento ao público.

Os Detentos

De imediato foram feito  transferência de 33 detentos para unidade prisional de Cornélio Procópio a 120 km de Ibaiti. os demais detentos ficarão  na Cadeia Pública de Ibaiti.

















 
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